Sergio Pérez foi o piloto escolhido para fazer dupla com Max Verstappen esta época e, apesar dos frequentes elogios, há uma verdade indisfarçável… O mexicano ainda está longe de Verstappen.
Pérez foi uma oportunidade de ouro que se apresentou para a Red Bull, com a Racing Point a abdicar dos serviços de Checo para 2021, motivado pela entrada de Sebastian Vettel para a reformulada Aston Martin. Pérez ficou na expectativa e parecia que iria ficar sem lugar, mas a Red Bull aproveitou para acrescentar experiência ao seu alinhamento, na esperança de ter um piloto que ajudasse mais nas lutas com a Mercedes.
Pérez entrou na equipa e foi inteligente na sua abordagem. Entendendo o papel que lhe estava reservado e só com um ano de contrato pela frente, não quis fazer as coisas à sua maneira, mas tentou absorver a filosofia da equipa e vestiu o fato de “Team Player”, tentando ajudar Verstappen sempre que possível. Pérez sabe que tem aqui uma grande oportunidade, numa estrutura que permite vencer corridas e títulos. Certamente que este primeiro ano seria de adaptação e de fazer tudo ao gosto da equipa, para assegurar um acordo maior. Não se pode dizer que tenha sido uma época má para Pérez até agora, pois já conta com uma vitória e um pódio e se formos a comparar com os antecessores esta é uma meia época mais produtiva para o #11, face aos pilotos das épocas anteriores.
Mas há factos que saltam também à vista. A diferença de Pérez para Verstappen é agora de 83 pontos e a diferença em qualificação rondará o 0.4 seg. Mais que isso, nas últimas provas, Verstappen tem lutado sozinho contra os Mercedes, com Pérez a ficar para trás. É por isso que começam a surgir rumores de que Marko está insatisfeito com o progresso do mexicano, algo fomentado pela mudança recente de discurso. Se antes a permanência de Pérez era quase um dado adquirido, agora Marko diz que está atento a todas as hipóteses. São pequenas nuances mas que podem dar mais alguma luz sobre o que os responsáveis da Red Bull pensam.
Giorgio Terruzzi, jornalista italiano com um podcast apoiado pela própria Red Bull, afirmou que Marko está insatisfeito com Pérez, que Pierre Gasly e Alex Albon são cartas fora do baralho e que pretende apostar num talento da F2 ou F3.
A situação de Gasly parece clara há muito tempo. As exibições que tem feito na Alpha Tauri tem conquistado toda a gente, menos a cúpula diretiva da Red Bull. Se Gasly tivesse alguma hipótese, teria sido chamado para regressar este ano. Assim vai se manter na Alpha Tauri até encontrar uma solução mais interessante. Albon, apesar do seu talento e do trabalho que tem feito no simulador, também não parece contar, pois além de ter sido afastado no ano passado, pouco tem competido este ano e voltar a apostar no tailandês nesta fase faria pouco sentido. Yuki Tsunoda está ainda longe de ser um piloto capaz de aguentar a pressão da Red Bull pelo que também não conta. Deste lote não sairá nenhum piloto para a Red Bull num futuro próximo.
Olhando para os jovens da F2, temos Liam Lawson como principal candidato, tendo sido elogiado recentemente por Marko. Na F3, Dennis Hauger tem-se destacado sendo líder do campeonato com larga margem. São dois pilotos interessantes para o futuro, mas apostar em qualquer um deles para a equipa principal seria repetir erros que foram cometidos com Gasly e Albon. Lawson seria a escolha mais lógica mas poucos são os pilotos que começaram numa equipa de topo no começo das carreiras na F1 e foram logo bem sucedidos, como exige Marko.
A melhor solução seria manter Pérez que ainda pode melhorar, tem experiência e é neste momento a solução mais segura, dando tempo para que os talentos da academia se desenvolvam. Mas a impaciência e a exigência de Marko e da Red Bull faz com estes rumores de descontentamento, não possam ser completamente descartados.










