F1: Cresce a revolta quando às regras das mensagens rádio na Fórmula 1
No Grande Prémio da Grã-Bretanha de Fórmula 1, Nico Rosberg foi penalizado em dez segundos devido a uma mensagem rádio considerada excessiva por parte do Colégio de Comissários Desportivos da FIA. A Mercedes decidiu não prosseguir com o apelo, mas há cada vez mais vozes a insurgir-se contra o que entende ser uma regra absurda.
Entende-se que algo devia ser feito para acabar com os excessos que se ouviram nos dois anos anteriores, desde que foram introduzidas as regras das unidades motrizes híbridas, mas o que está a acontecer neste momento é também excessivo. Um engenheiro da Mercedes escreveu no Twitter que “se calhar mais vale tirar o rádio do carro e poupar o peso” a Mercedes, oficialmente revela que “nas próximas semanas vamos continuar as discussões relativas a este sobre dimensionamento das regras”. E vários observadores da F1 estão alinhados ao dizer que sendo esta uma modalidade muito técnica os engenheiros devem poder falar com os seus pilotos.
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Cariocecus
13 Julho, 2016 at 11:20
Para mim era assim:
Piloto -> Box – O que a Amélia quiser dizer.
Box -> Piloto – Apenas informações que dignam respeito à segurança dos pilotos em pista.
João Pereira
13 Julho, 2016 at 13:57
Na minha opinião, deve ser autorizado:
– Informação sobre acidentes, avarias, detritos na pista, chuva repentina num ponto do circuito, zonas escorregadias por fluídos ou outras (tipo entrada da 1ª curva em Silverstone este ano), safety car em pista, penalizações (nunca as de outros pilotos).
– Push, Slow, Easy, Stop, Box ou outras do género, sem no entanto indicar se outro carro está com problemas, ou se há consumo exagerado.
– Estratégia de pneus, sem esclarecer se vai chover ou secar rapidamente.
– Diferença volta a volta entre o carro à frente e o carro atrás, sem detalhes dos intermédios.
– Solução de problemas comunicados pelo piloto, com os meios disponíveis a bordo.
– Comunicação de problemas detectados pela Box, unicamente a ver com travões, suspensão, pneus, perda de fluídos e danos no carro que ponham em causa a segurança da corrida.
– Chamar o piloto à box, e explicar o motivo desde que a explicação não inclua detalhes sobre a corrida ou estratégia dos outros pilotos.
– Pode ser comunicado ao piloto que tipo de pneus vão ser montados (ou aconselhados) na próxima paragem, para que ele possa participar na estratégia, sem comunicar os detalhes sobre as trocas já efectuadas pelos outros.
– Liberdade total do piloto para a box.
– Liberdade total desde que o carro já tenha accionado o limitador de velocidade na via das boxes.
– Se o piloto estiver em pista com mais de 10 segundos de diferença para os concorrentes directos, podem ser contadas anedotas, para evitar o tédio. A estudar a possibilidade de incluir vários elementos inclusive de outras equipas nas mesmas condições, de modo a estabelecer uma cavaqueira ou pelo menos algum convívio.
Não deve ser autorizado:
– Previsão com timing de chuva.
– Informações sobre consumo.
– Detalhes sobre estratégia de outros pilotos, nomeadamente o tipo de pneus montados ou alterações de afinação nas asas (a meia volta).
– Qualquer informação sobre o funcionamento e temperaturas do motor e caixa que não estejam disponíveis no display do volante sem intervenção da box.
– informações de tempos, estratégias e avarias de outros carros, com excepção da diferença volta a volta para o carro anterior e o seguinte, sem incluir intermédios.
– O piloto só não pode chamar a atenção sobre infracções por parte de outros pilotos (queixinhas). Os comissários e a equipa que abram os olhos, e protestem se for caso disso.
– Ninguém pode fazer insinuações ou chamar nomes à Mãezinha de Mr Bernard Ecclestone, nem à de Monsieur Napoleon Todt
Penalização:
Como as comunicações radio só são (deveriam ser 100%) livres na via da box, a penalização mínima deveria ser um 10 sec stop and go, ou 40 segundos na corrida seguinte. Penalização na grelha não, porque poderia invalidar uma penalização por troca de elemento mecânico, ou invalidada por qualquer razão que implique saída da box.
Iceman07
13 Julho, 2016 at 16:48
Tirem o rádio do carro e substituam por uns piscas no carro, e comuniquem por código morse…
Pity
13 Julho, 2016 at 17:11
Casos como o do Rosberg em Silverstone ou Hamilton em Baku, deveriam ser permitidos. Ambos problemas no carro, que o piloto não é obrigado a saber resolver. Proibidos, só casos tipo “se travares dois metros mais cedo, ganhas 20 milésimos”, ou ” o Zé está a ganhar-te dois décimos por volta e é na curva 3″, pois isso é que são ajudas à condução.
Frenando_Afondo™
13 Julho, 2016 at 19:55
Concordo, é isso que deveria ser feito. Ajudas à condução não. Mas tudo o que for de nível técnico deveria ser permitido, é para isso que estão os engenheiros na pitwall. Além de que os pilotos não têm de saber resolver problemas, têm é de conduzir o melhor que sabem e para isso o monoligar tem de estar a 100%, não andar a ver menus e sub-menus a tentar resolver os problemas e ainda acabam a bater em algum sítio.
Aliás, isto é o equivalente, nos anos 60 e 70, quando um carro tinha um problema na caixa de velocidades, o piloto parar e começar a arranjar o problema logo ali, ou então pegar numa chave de fendas e enquanto corria, por-se a ver qual é o problema no carro. Faz sentido? Não. Então porque é que faz sentido um piloto ter de saber qual é a combinação de botões correcta para o “error 2346” ou o que seja que aparece no ecrã do volante??
Pity
13 Julho, 2016 at 21:01
Provavelmente, quem inventou estas proibições foi algum purista, que adorava ver carros abandonarem, muitas vezes por problemas mínimos.