O Grande Prémio da Austrália marcou o início de uma nova era na F1, onde foram notórias as diferenças de perspetiva e de estilo entre os novos ‘donos’ da disciplina e o presidente da FIA. Ross Brawn falou das ideias que tem para a modalidade e Jean Todt quis deixar bem claro que o ‘terreno’ dos regulamentos é um exclusivo da Federação Internacional e não do promotor do campeonato.
Um detalhe captou a atenção de alguns especialistas na grelha de partida em Melbourne. Brawn e Todt cruzaram e não se falaram. Um episódio que pode não ilustrar o que se passa, mas que face a algumas declarações de ambos deixou muita gente a pensar que talvez a convivência pacífica seja possível… para já. Ficam na ‘retina’ as declarações do presidente da FIA ao dizer que o papel da Federação Internacional é “escrever as regras da Fórmula 1 para o presente e para o futuro, garantido a legislação e a regulação”.
Quando se fala de convivência pacífica tem-se em atenção que Jean Todt afirmou também estar muito contente com os atuais donos da F1, referindo que eles são importantes para “reforçarem e colocarem o seu conhecimento” ao serviço da disciplina. “Penso que é sempre muito saudável trocar impressões e pontos de vista. Temos isso no Campeonato do Mundo de Endurance com o ACO. Fazemos as regras juntos, mas no final do dia a responsabilidade cabe à FIA”, afirmou o francês na Austrália. “Por isso ter uma Fórmula 1 com uma organização capaz e o contributo dos participantes é importante, embora ele nunca estejam em posição de fazer os regulamentos”, sublinhou também Todt em Melbourne. Veremos até onde chega esta colaboração entre a FIA e a Liberty, se fica quase apenas pela questão ‘social’. Há uma reunião do Grupo de Estratégia a 25 de abril em Paris, e poder-se-á perceber se a ligação entre a entidade federativa internacional e os novos donos da F1 se fica apenas por jantares entre Jean Todt e Chase Carey.









