A F1 quer dar passos graduais em busca da sustentabilidade total e a aposta nos biocombustíveis é forte. No entanto a Red Bull não pretende que essa aposta aconteça antes de 2025.
Ao abrigo dos novos regulamentos que foram adiados para 2022, as unidades motrizes terão de utilizar 10% de biocombustível, um aumento em relação à quantidade actual de 5,75%, sendo que este valor irá aumentar para 100% quando a nova geração de unidades motrizes chegar em 2026 ao abrigo dos planos atuais, ou talvez mesmo 2025.
Mas Christian Horner, que pretende ficar com a unidade da Honda até ao fim deste regulamentos para os motores, não vê com bons olhos essa introdução. Um mudança na constituição do combustível implica mudanças nos motores, algo que a Red Bull não tem capacidade para fazer e com a Honda fora da F1, qualquer mudança torna-se assim praticamente impossível:
“A minha preferência seria provavelmente não introduzir o combustível E10”, disse Horner ao Autosport quando perguntado sobre a introdução do combustível. “É um requisito de desenvolvimento direto para 2022, e preferíamos apenas trazer um combustível completamente sustentável com um novo motor em vez do aumento de 5% no E10 em relação ao combustível actual. Não sei se é uma mensagem suficientemente grande, enquanto que em 2026 ou até 2025 – será de facto uma mensagem forte, se for um combustível totalmente sustentável. Haverá consequências para a introdução desse combustível e essa consequência é, obviamente, inevitavelmente dispendiosa”.
A verdade é que se a F1 quer realmente congelar os motores até ao fim deste regulamento e cortar nos custos, não pode pedir que sejam introduzidos estes novos combustíveis. Corre o risco de perder a Red Bull e a Alpha Tauri e o aumento de 5% não é relevante para passar uma mensagem forte quanto a sustentabilidade. Seria mais interessante focar-se nos aspetos fora de pista numa primeira fase, e então sim depois desse esforço consolidado, apostar na nova tecnologia em 2025.










