Christian Horner respondeu pela primeira vez às críticas que têm surgido sobre a infração da Red Bull ao limite orçamental, anunciado pela FIA após o Grande Prémio do Japão. Em conferência de imprensa, o responsável da equipa austríaca deixou claro que Red Bull não ganhou qualquer vantagem competitiva ilegal, acrescentando ainda que a posição tomada por alguns adversários, nomeadamente a carta enviada por Zak Brown ao presidente da FIA foi foi “terrível” e que permanecem em conversações com a entidade federativa para resolver a questão, que salienta ser “uma campanha concertada para uma penalização draconiana à Red Bull por algumas centenas de milhar de dólares”.
O responsável da Red Bull disse não poder explicar qual teria sido a proposta da FIA para a penalização da sua equipa por ser “confidencial”, mas prometeu que “uma vez concluído [o processo], haverá transparência e eu falar-vos-ei das nossas propostas e da nossa posição”. O britânico avisou ainda que não é do interesse da sua equipa que este processo se arraste e que “é do interesse de todos, do desporto, que isto seja resolvido o mais rapidamente possível. Há muitas lições que podem ser aprendidas”.
Sobre a carta enviada por Zak Brown a Mohammed ben Sulayem, presidente da Federação Internacional do Automóvel, Horner admitiu que foi “tremendamente dececionante para um concorrente acusar de batota e fraude. Um concorrente, sem os pormenores, acusar-nos disso?”. Horner realçou que a Red Bull tem sido julgada “desde Singapura com esta retórica dos batoteiros”, reafirmando que “os números nos órgãos de comunicação social estão a quilómetros de distância da realidade”.
Além disso, este clima danifica a imagem da marca e da equipa, como se viu recentemente em Austin onde os espetadores começaram a gritar “batoteiros” aos dois pilotos da Red Bull durante um evento social.
This just happened 😳 #USGP #AustinGP pic.twitter.com/AycEzn0zSp
— LewisNation (@lewis_nation) October 22, 2022
Horner declarou que “não se podem fazer estas acusações sem factos ou substância”, reiterando que a sua equipa não considera ter cometido uma infração ao limite orçamental. O britânico recordou que em 2021 apresentaram uma submissão provisória à FIA e “não houve feedback de que estávamos a fazer algo que fosse contrário aos regulamentos”, para além da submissão de março só ter sido dado qualquer resposta em “setembro, o que é uma data significativa”. Horner ainda deixou claro existe “um dever nos regulamentos da FIA de orientar”, o que considera não ter existido nesta situação.












