Christian Horner saiu em defesa da Red Bull e da Mercedes face às acusações de que ambas estariam a contornar os regulamentos técnicos através de um alegado artifício relacionado com a taxa de compressão dos novos motores de Fórmula 1 para 2026.
Durante o inverno, surgiram relatos de que as unidades motrizes desenvolvidas pela Red Bull Racing — através da Red Bull Powertrains — e pela Mercedes-AMG Petronas F1 Team poderiam funcionar com uma taxa de compressão de 18:1, acima do limite regulamentar de 16:1. A medição é atualmente feita apenas à temperatura ambiente, o que, em teoria, permitiria explorar materiais que se expandem com o calor para aumentar o volume dos cilindros em pista e gerar mais potência.
Estima-se que tal vantagem pudesse traduzir-se em cerca de três décimos de segundo por volta no circuito de Melbourne, o equivalente a mais de 17 segundos ao longo de uma corrida. O tema levou a reuniões entre a FIA e os fabricantes de motores, com o diretor de monolugares Nikolas Tombazis a manifestar confiança numa solução regulamentar e a afastar protestos por parte de estruturas ligadas à Audi, à Ferrari ou à Honda.
Horner — que criou a Red Bull Powertrains antes de sair da equipa em 2025 — abordou publicamente o tema pela primeira vez e defendeu que a inovação faz parte da essência da Fórmula 1, sublinhando que os engenheiros procuram constantemente explorar os limites do regulamento para maximizar o desempenho.
Christian Horner, no programa australiano Today:
“Essa é uma afirmação muito forte [quando confrontado com uma afirmação que dizia que a Mercedes e a Red Bull estavam a fazer batota]. A Fórmula 1 é sobre levar os limites ao extremo. É sobre a forma como se interpretam os regulamentos. Sempre foi e sempre será assim. As equipas mais conservadoras nunca estão na frente do pelotão; é preciso arriscar e ir mais longe. Claro que tudo depende da interpretação das regras e os engenheiros — alguns dos mais brilhantes do mundo — vão olhar para esses regulamentos e pensar: ‘Como podemos maximizar o desempenho?’.”









