Desde a entrada da Liberty na F1 que se tem ouvido falar do aumento do número de provas. É um desejo já antigo desta administração, mas algo que foi sempre visto de forma negativa pelas equipas.
Mais provas implicam mais deslocações, mais despesas, mais exigência nas equipas, sem garantia que o espectáculo saia beneficiado. No ano passado tivemos o exemplo dos três fins de semana seguidos de F1, e ficou no ar alguma saturação. A F1 é um desporto intenso, quer para quem vê e muito mais para quem o vive por dentro. Exigir mais pode não ser a via certa, apesar da Liberty ter já adicionado o GP do Vietname, estando em vias de confirmar um GP na Holanda. Há também vontade de adicionar mais uma prova nos EUA e no Reino Unido.
Christian Horner, chefe da Red Bull voltou a avisar para os perigos desta visão:
“Eu acho que deve ser entendido que um fim de semana de Grande Prémio é um evento que dura uma semana inteira para nós, como equipa”, disse ao Motorsport Week. “Para as muitas outras funções que são necessárias, 21 corridas significa que temos muito trabalho. Quando passamos esse número, chegamos a um limite. Um livro pode ter muitos capítulos e queremos que todos esses capítulos sejam tão bons quanto possível.”
“O que não queremos é que o público fique saturado. Eu acho que é necessário equilíbrio entre o número certo de corridas e o formato de um fim de semana . ”
A questão da saturação faz algum sentido. Se no papel mais corridas sigifica mais acção e mais motivo para seguir a competição, um aumento exagerado poderá colocar as equipas numa situação em que não podem continuar a apresentar o mesmo nível e vem contra a filosofia da diminuição de custos. As duas dezenas de corridas por ano parecem um número já bem interessante e que permitem que haja corridas com regularidade, sem que haja uma saturação.











