Charles Leclerc relembrou a sua infância e o trajeto que fez até chegar à F1. O jovem monegasco admitiu que sempre sentiu um fascínio pelo carro vermelho e que as corridas sempre foram a sua paixão.
“Parecia um sonho inalcançável, por isso quando hoje me vejo de vermelho, fico muito orgulhoso”, disse Leclerc à La Repubblica italiana. “Continua a ser uma sensação incrível. Eu era muito jovem quando tive a oportunidade de ver o GP do Mónaco a partir da varanda de um amigo. Nas ruas, estava apenas à procura do carro vermelho. Nem consigo explicar porquê. Provavelmente nasci fã da Ferrari sem saber. Eu tinha pouco menos de cinco anos, mas já sabia que conduzir e correr era o que eu queria fazer”, acrescentou. “Tudo em que pensava era em ganhar e divertir-me
“Só um pouco mais tarde percebi que isto poderia realmente tornar-se a minha vida e profissão. A mudança de F2 para F1 foi como um salto em frente. Só quando cheguei ao topo é que me apercebi de como tudo tinha mudado. Nestes três anos desde a minha estreia, adquiri uma grande maturidade. Não sabia o ambiente fechado que era o “circo F1″. Do exterior não se consegue compreender a pressão que existe”.
“Quando era criança, era maluco, como gosto de dizer quando as pessoas me perguntam”, explicou. “Eu era um piloto muito jovem, com 95% de emoções e apenas 5% de racionalidade. Por isso, trabalhei muito em mim, mesmo mentalmente, para mudar essas proporções. Vivo este desporto com paixão e determinação. Nunca serei um condutor frio e racional, mas há coisas que precisam de ser pensadas quando se está na pista. É por isso que hoje estou a tentar ser 55 por cento razão e 45 por cento emoção.











