Carlos Sainz Jr tem uma perceção muito própria de correr no Mónaco, e lembra-se muito bem da impressão que o traçado do Principado lhe causou da primeira vez que lá guiou. “Mónaco é uma pista que, desde que lá fui pela primeira vez, em 2013, tenho uma boa sensação. Lembro-me de nessa altura Fernando (Alonso) me ter explicado alguns segredos e truques que ficaram guardados na memória”, conta o espanhol da Toro Rosso.
“Correr com os rails tão perto é algo que nos deixa sempre em alerta – não se pode guiar no Mónaco como noutra pista qualquer. È preciso ir ganhando confiança e ter a certeza de que ela está a cem por centropara a qualificação e que não se arriscou demasiado”, refere Sainz Jr. O espanhol diz que a qualificação para a corrida monegasca é um momento muito tenso, porventura a sessão mais difícil de todo o ano, onde é preciso entrar determinado: “É uma pista onde é fácil cometer um erro, mas é um desafio do qual gosto bastante. No ano passado quase bati no (Marcus) Ericsson, mas consegui evitá-lo. É uma mistura de talento e um pouco de sorte”, sublinha o piloto da Toro Rosso.
Um dos pontos para o qual Carlos Sainz Jr chama a atenção é a travagem para a chicane do Porto, onde é fácil perder o controlo do carro: “Lembro-me de muitos outros pilotos baterem no mesmo local, porque perderem a traseira do carro na travagem, por isso a minha primeira reação é controlar o carro e esperar não bater, porque também perdi completamente a traseira”. O espanhol considera que há outros aspetos que tornam a prova do Mónaco especial. “Durante o fim de semana uso uma ‘scooter’ para ir do hotel para a pista e regressar. Torna tudo mais diferente e especial. O mesmo pode ser dito do ‘motor-home’ que está num barco tendo o mar como paisagem e muitos convidados a apoiarem a Red Bull. É uma grande atmosfera”, destaca o madrileno.











