A ida de Carlos Sainz para a Williams terá provocado alegrias e tristezas para a comunidade de F1. Para uns, alegria por ver uma equipa com tanta história como a Williams a convencer um piloto com a qualidade de Sainz a integrar o projeto. Para outros, tristeza por ver um dos grandes talentos desta grelha a ter de se contentar com lutas pelo top 10… se tanto. Mas Sainz é conhecido pela sua inteligência e terá optado pela Williams com um objetivo definido.
O projeto pode até ser ambicioso e mais interessante que o da Alpine, ou até mesmo o da Audi. Mas pode haver outra ideia por trás desta surpreendente decisão de Sainz.
Segundo o comentador da DAZN, Antonio Lobato, Sainz aceitou o desafio da Williams, mas deixou a porta aberta para outros projetos de equipas do topo da tabela:
“A Williams está entre as equipas que estão na parte de trás da grelha neste momento. É uma equipa que não ganha uma corrida desde 2012. Por isso, é muito fácil dizer que é mau dar um grande passo atrás. Mas não é o sítio para onde ele gostaria de ir. É o sítio para onde ele pode ir. A realidade é que Carlos tinha opções com basicamente todas as equipas da grelha, exceto com qualquer uma das três primeiras”, acrescentou Lobato. “O contrato com a Williams foi um dos primeiros que ele teve em cima da mesa. Houve algumas modificações desde então e cláusulas de saída interessantes no caso de um lugar numa das grandes equipas ficar livre”.
Sainz terá, portanto, acautelado a hipótese de saltar para uma equipa de topo. Mas, segundo Lobato, há outros aspetos que tornam a ida de Sainz para a Williams positiva:
“Outros aspetos positivos? A Williams é uma equipa em processo de transformação. E há o James Vowles, que vem da Mercedes, e que está a mudar muitas coisas. Carlos pode ajudar muito a equipa a torná-la melhor. “Gosto da formação com Alex Albon, e a Williams terá um motor Mercedes em 2026, assim como tem agora”, disse Lobato. “Isso é uma garantia de que vai ser bom. Se os engenheiros fizerem a sua parte corretamente, quem sabe o que pode acontecer em 2026.”
Foto: Philippe Nanchino / MPSA










