Segundo o regulamento em vigor até 2025 sobre as unidades motrizes, estas estão “congeladas” não podendo sofrer qualquer atualização. No entanto, a FIA deu mais algum tempo para que os fabricantes possam resolver problemas de fiabilidade dos motores sem que exista algum ganho de desempenho. As regras são restritas e todos os fabricantes têm conhecimento do que foi pedido para fazer e em 2022 tudo correu bem, garante o responsável da Renault nesta área, Bruno Famin. Assim sendo, o francês pede agora uma maior vigilância da FIA para que não exista nenhuma vantagem irregular.
“Acho que o processo em 2022 com a FIA e os outros fabricantes foi muito bom. Pelo menos foi transparente, todos sabiam dos pedidos uns dos outros, e isso é muito bom”, disse Famin, citado pelo Motorsport-Total.com, acrescentando que a tolerância em 2022 aconteceu “porque todos foram afetados por problemas de fiabilidade. Acho que tivemos 30, 40, 50, 60, 70 solicitações de diferentes fabricantes”.
Sem qualquer informação que a FIA seja de facto mais rigorosa neste processo em 2023, Bruno Famin explicou que o maior problema é perceber se de facto existe alguma questão de fiabilidade. “É claro que muitas vezes há um ganho potencial de desempenho por trás do problema de fiabilidade. Se temos um problema com a bomba de água, como tivemos em 2022, é claramente um problema puro de fiabilidade, porque não adianta usar uma bomba de água diferente, mas se precisamos de mudar o material dos anéis do pistão para serem mais fortes, para ter mais potência, onde está o limite? Não é óbvio”, concluiu.











