A FIA e as equipas irão discutir na próxima reunião da Comissão para a F1 a possibilidade da equalização de performances dos motores da F1. Esta medida foi pensada para minimizar a diferença de potência dos motores Renault para os restantes. A decisão poderá ser tomada no GP da Bélgica, segundo a motorsport.com.
Com quase dez anos de motores turbo-híbridos, as performances das várias marcas equivale-se e hoje em dia, os motores apresentam performances semelhantes. Mas a Renault terá um défice significativo e depois de um processo de análise, concluiu-se que a unidade francesa está abaixo das restantes. Algumas fontes apontam para uma diferença entre os 20 e os 33 CV, números que fazem a diferença numa F1 cada vez mais competitiva (especialmente no meio da tabela).
O problema da Renault é de difícil resolução, pois apenas poderão fazer mudanças ao seu motor com vista a melhorar a fiabilidade, dado o congelamento dos motores até 2026. Como será resolvida esta solução? Ou a Renault recebe “jokers” para desenvolver e melhorar o seu motor, ou as outras equipas aceitam ver a potência dos seus motores limitada a um nível que seja igual para todos.
Assim, se o tema chegar de facto à mesa, será preciso que as equipas aceitem que haja uma equalização de peformances, o que já foi tentado no passado, sem sucesso. Não parece muito plausível que as equipas permitam “jokers” à Renault para desenvolver o motor (correndo o risco de dar um salto maior que o previsto) e a possibilidade das equipas não usarem todo o potencial do motor, depois de um trabalho de investigação penoso parece também algo rebuscado, mas mais exequível. Mas o tema deverá ser falado em Spa, tal como o fim (ou não) das mantas de aquecimento.











