A vida não tem sido fácil para Ron Dennis desde que passou o testemunho a Martin Whitmarsh para assumir o negócio da McLaren Automotive – a divisão de carros de produção em série da marca de Woking. O atual diretor executivo aguentou cinco anos longe dos holofotes até final reassumir a direção da parte desportiva em 2014, substituindo Whitmarsh no cargo e nomeando Eric Boullier e o recém-chegado Jost Capito para o ajudarem nessa tarefa de ‘endireitar’ a McLaren.
Mas os rumores sobre o seu afastamento do grupo mantém-se bem vivos, até porque cortou relações com o parceiro de longa data Mansour Ojjeh, acionista da McLaren e dono do Grupo TAG que, em 2016, passou a patrocinar os rivais da Red Bull. Também a Mumtalakat, o fundo de investimento da família real do Bahrein, gostariam de afastá-lo, tudo porque Ron Dennis irá terminar o ano sem cumprir os objetivos traçados por aqueles que o ajudaram a recuperar o controlo da companhia.
Mas Bernie Ecclestone considera que essa decisão, a acontecer, seria um erro tremendo:
“Se eu dirigisse a equipa gostaria de ter o Ron comigo. Creio que realiza um bom trabalho. Quem se desfizer dele é estúpido. Ele é um homem dedicado e creio que deveríamos apoiá-lo para que não se desprendam dele. Seria uma pena vê-lo a ir-se embora. É um dos bons tipos da velha escola”, explicou o patrão da F1, em declarações recolhidas pela Agência Reuters, em Austin, num momento em que se fala no guru do marketing Zak Brown como desejo do conselho de administração para o lugar de Dennis.











