A desclassificação no Grande Prémio da Bélgica e a desistência na prova da Grã-Bretanha ajudam a explicar o oitavo lugar ocupado por George Russell no mundial de pilotos, uma classificação que não espelha o bom desempenho do piloto da Mercedes na primeira metade da temporada.
A posição que atualmente ocupa na tabela classificativa não comprova a consistência de George Russell nas primeiras 14 provas do ano. Apesar dos exemplos já referidos em Spa-Francorchamps e Silverstone, Russell tem sido notavelmente forte, fazendo melhor do que o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton, principalmente na fase inicial da temporada.
A época de 2024 começou com a Mercedes ainda a debater-se com problemas relacionados com o conceito do seu carro. No entanto, uma atualização introduzida no Mónaco aumentou significativamente o desempenho do W15, o que se tornou evidente nas corridas seguintes. No Canadá, Russell assegurou a pole position e liderou durante 20 voltas antes de uma série de erros lhe custar a liderança. Apesar destes erros, conseguiu garantir o seu primeiro pódio da época.
A vitória que lhe caiu nas mãos na Áustria foi o primeiro triunfo da Mercedes desde a temporada de 2022, destacando o potencial de Russell para assumir um papel mais ativo na equipa, numa fase transição para a saída de Hamilton.
Apesar de desempenhos consistentes, Russell enfrentou alguns momentos dramáticos e que ajudam a explicar a classificação atrás do seu companheiro de equipa e de Sergio Pérez. Custaram-lhe pontos valiosos.
Tendo estado mais consistente, ainda demonstra alguns erros. No entanto, e com um desenvolvimento contínuo e com outras decisões em alturas importantes, Russell parece pronto para se tornar o piloto de referência na Mercedes.
George Russell – Nota 8
Foto: MPSA/Phillipe Nanchino










