Antes do Grande Prémio dos Países Baixos em Zandvoort, as autoridades daquele país pediram à equipa Sauber que retire o nome do patrocinador principal, que consta na designação oficial da equipa suíça, Stake.
No ano passado, a Sauber obteve o apoio da Stake, um casino ‘online’, o que levou à integração do patrocinador na designação oficial esta temporada. No entanto, em regiões onde a promoção de empresas de jogo é proibida, a equipa terá de retirar a publicidade à Stake e usará os logótipos da empresa-irmã, a Kick (um serviço de ‘streaming’).
Nos Países Baixos, o pedido vem da autoridade que controla o jogo, o Kansspelautoriteit (Ksa), uma vez que a Stake não está licenciada no território e é, por isso, considerada ilegal.
Apesar da publicidade a jogos de azar seja legal nos Países Baixos, o bloqueio geográfico da Stake aos utilizadores neerlandeses não impediu alguns de acederem ao sítio. Consequentemente, o Ksa pede para que a Stake não seja promovida durante o evento de Fórmula 1, alegando preocupações com o seu impacto em grupos vulneráveis, incluindo menores e jovens adultos.
Em comunicado oficial, o Ksa revela ter solicitado “à Sauber e à organização do Grande Prémio dos Países Baixos para não competirem com o nome Stake e não façam publicidade a este fornecedor”.
Aquela autoridade salienta que “continua a verificar a participação de jogadores neerlandeses. A Ksa considera, por conseguinte, indesejável que um evento neerlandês com o alcance e a dimensão da Fórmula 1 faça publicidade a jogos de azar ilegais, também porque o evento atrai muita atenção entre os grupos vulneráveis (menores e jovens adultos).”
Ainda em fevereiro, e de acordo com Alessandro Alunni Bravi, responsável pela estrutura, a equipa admitia aderir às leis e regulamentos de cada país por onde passa o mundial da FIA, utilizando um nome diferente onde a publicidade a jogos de azar é proibida, devendo acontecer o mesmo nos Países Baixos e desta forma, competirem oficialmente como Kick Sauber.
Foto: Philippe Nanchino/ MPSA









