Com 22 anos de carreira na F1, Andrea Stella dá o seu mais passo, chegando à liderança da McLaren, um histórico da F1 e uma das equipas que procura regressar ao topo da competição. Stella aprendeu muito ao longo destes anos com os vários líderes com quem conviveu e fez um resumo do que aprendeu com cada um.
Durante a sua carreira na F1, Stella trabalhou com alguns dos melhores líderes da F1, como Jean Todt, Stefano Domenicali e mais recentemente com Andreas Seidl, peça importante da reestruturação da McLaren, de onde está de saída. Stella tem agora a tarefa de continuar o trabalho iniciado por Seidl e aplicar o que aprendeu ao longo destes anos.
“Aprende-se com qualquer pessoa”, disse Stella numa entrevista publicada esta semana no website da McLaren. “Penso que para mim essa é uma filosofia muito forte, especialmente quando se trabalha em conjunto com personalidades fortes e pessoas muito capazes. Há muito a aprender. Em primeiro lugar, Jean Todt, a sua incrível dedicação à equipa e ao seu papel é algo que me deu um pouco de impressão do que significa estar empenhado, uma espécie de impressão geral do início da minha carreira na F1, tendo o privilégio de trabalhar num ambiente tão bem-sucedido como a Ferrari dos anos 2000. Stefano é definitivamente uma pessoa do povo, e a Fórmula 1 é sobre operações de engenharia, mas em última análise é muito sobre pessoas. De Stefano compreendi elementos e qualidades e também a sua forma de interagir com as pessoas baseada no respeito, na escuta, e apenas pensar em gerir o seu ego, de alguma forma”.
“Com o Andreas, trabalhámos ainda mais de perto, penso que ele também trouxe alguma experiência de engenharia, pelo que isto foi muito útil para mim também na formação da equipa de corrida, fazendo progressos em algumas áreas como a paragem nas boxes”, disse ele. “Se falarmos dos progressos feitos em termos de pit stops pela McLaren, gostaria de prestar homenagem à contribuição de Andreas. Assim, do que tirei da colaboração com Andreas é a importância de conhecer bem a F1, a importância de conhecer até os aspectos técnicos, operacionais, de engenharia, para que se possa treinar pessoas, apoiar pessoas, de uma forma mais eficaz para progredir”.











