Andy Cowell, diretor executivo da Aston Martin e responsável máximo da equipa de Fórmula 1, está prestes a abandonar o cargo após pouco mais de um ano de liderança, face a desacordos internos com o novo parceiro técnico Adrian Newey.
Segundo a BBC, fontes indicam que Lawrence Stroll, proprietário da equipa, está próximo de tomar uma decisão definitiva, ainda que Cowell possa manter funções noutras áreas do grupo Aston Martin. O conflito surge de divergências relativas à gestão da equipa, uma vez que Newey, designer e acionista, tem vindo a assumir um papel de liderança no projeto do carro para 2026, sobrepondo-se à autoridade formal de Cowell.
Um porta-voz da Aston Martin recusou comentar rumores, sublinhando apenas o foco na competitividade nas corridas restantes e na preparação para 2026. Para suceder a Cowell, entre os possíveis candidatos destacam-se Christian Horner, antigo dirigente da Red Bull, que pretende também adquirir uma participação na equipa, assim como Andreas Seidl (Audi F1), Mattia Binotto (Audi F1), e Martin Whitmarsh, ex-CEO da Aston Martin, que terá recusado voltar ao cargo.
O afastamento de Cowell poderá representar o quarto movimento de renovação de liderança da Aston Martin desde 2022, período durante o qual Otmar Szafnauer foi dispensado e Mike Krack passou de diretor para engenheiro-chefe. A equipa enfrenta ainda uma amplia reestruturação técnica, com sete engenheiros de design a abandonarem funções recentemente.
Apesar das tensões internas e da incerteza quanto à sucessão, destaque para o reforço das expectativas de competitividade para 2026, ano em que a Aston Martin se tornará parceira de motores da Honda, perante as mudanças regulamentares que poderão reequilibrar as forças no campeonato.









