O Grande Prémio dos Países Baixos de Fórmula 1 proporcionou um espetáculo de emoções contrastantes para a equipa McLaren. Oscar Piastri venceu, consolidando uma liderança de 34 pontos no campeonato mundial, enquanto o seu colega de equipa, Lando Norris, foi forçado a abandonar a corrida quando ocupava um promissor segundo lugar, num desfecho dramático. São 18 pontos perdidos para Norris, numa situação semelhante à que Lewis Hamilton passou em 2016 face a Nico Rosberg, quando uma quebra de motor o deixou atrás do prejuízo até ao fim do ano, com o título a ir para Rosberg.
E Andrea Stella, diretor de equipa da McLaren, expressou essa dualidade de sentimentos vivida pela equipa, em declarações à Sky Sports F1: “Penso que hoje experienciámos os dois lados do desporto motorizado. Por um lado, temos a alegria, a satisfação de mais uma vitória para a McLaren, um triunfo merecido para o Oscar – ele teve um fim de semana muito forte e limpo.”
No entanto, a celebração foi atenuada pela amargura do abandono de Norris. Stella prosseguiu: “E no lado oposto, temos a desilusão e a dor pelo nosso abandono. O Lando estava em condições de lutar pela vitória na corrida. Era, certamente, possível alcançar o primeiro e o segundo lugar hoje para a McLaren. Tivemos a alegria e a dor ao mesmo tempo; isto é o desporto motorizado.”
Ainda não foi determinada a causa exata do abandono de Lando Norris. Andrea Stella sublinhou a necessidade de uma análise aprofundada antes de qualquer conclusão precipitada. “Ainda não sabemos. Seria injusto especular se é um problema de chassis ou um problema de motor. Somos uma equipa, avançamos juntos, não há diferença em termos de responsabilidade. Vamos rever, vamos ver onde está o problema, vamos corrigi-lo e vamos voltar à pista,” afirmou o diretor da equipa, reforçando a união da McLaren face ao revés.











