Enquanto se especula que a Red Bull pode vir a ser penalizada por ter que substituir as duas unidades motrizes dos seus dois pilotos, a Alpine quase passava despercebida em termos de poder ser penalizada, mas neste caso por exceder o número máximo permitido de unidades do sistema de exaustão do motor.
A equipa utilizou 5 unidades no monolugar de Fernando Alonso, enquanto que no de Esteban Ocon, foram usados 6, num máximo de 8 por carro por ano. Marcin Budkowski, explicou agora que a Alpine teve um problema com este sistema e que estiveram limitados no princípio da época.
“Tivemos um problema no início do ano que significou que limitamos a utilização dos nossos sistemas de exaustão do motor para evitar falhas durante a corrida, por isso, introduzimos alguns no início do ano para conter o risco. Acreditamos ter resolvido este problema agora com uma especificação que introduzimos durante a época. O que estamos a fazer agora é realmente gerir as unidades. Temos um número de sistemas por carro para a época, só precisamos de o gerir. Efetivamente, conseguimos geri-los entre sessões de treino, qualificação e corrida, tendo um pouco mais de recursos disponíveis, podemos utilizá-los da forma mais eficiente durante o resto da temporada”.
Em relação a penalizações por causa deste tema, Budkowski afirmou que embora estejam em risco, não crêem que possam vir a sofrer qualquer penalização.
“Bate na madeira, não esperamos sofrer penalizações esta época, mas obviamente, como já utilizámos alguns, mais do que gostaríamos no início da época, por isso estamos expostos”.
O CEO da Alpine afirmou ainda, que a estrutura não pôde relançar o programa de desenvolvimento da unidade motriz, acarretando um atraso em relação aos adversários, para não colocar em risco o projeto de 2022.
“É um motor de 2019 que estamos a utilizar e como resultado alguns dos nossos concorrentes obtiveram ganhos que nós não obtivemos. Portanto, estamos numa situação que não a ideal, em que tivemos de atrasar a nossa nova unidade de potência, que tem melhorias na potência propulsora e na gestão de energia, o tipo de coisas habituais que tornam mais rápido em reta, tem também uma nova arquitetura e mudanças que são concebidas para resolver algumas das nossas fraquezas em comparação com os nossos concorrentes. Mas não tínhamos recursos para relançar o programa de desenvolvimento do motor deste ano e continuar a trabalhar com os motores de 2022. Por isso, decidimos pôr todos os nossos esforços em 2022. É uma decisão estratégica. Creio que é a decisão certa, mas é dolorosa, porque como resultado, este ano perdemos terreno em comparação com os nossos concorrentes”.










