A Alpine está numa fase complicada, apenas dois anos depois da última reestruturação. A saída das chefias da equipa colocam a estrutura numa posição difícil, com um rumo indefinido e com muito trabalho pela frente para chegar ao topo. Poderá ser este o fim da Alpine?
Karun Chandhok acredita que a Alpine está num caminho muito complicado que pode levar ao fim da participação da marca no campeonato ou, na pior das hipóteses, a mais um círculo vicioso de maus resultados:
“A realidade é que são a sexta melhor equipa da grelha, com o sexto carro mais rápido, mas são a terceira maior marca global do mundo automóvel. Os resultados não são suficientemente bons. A minha preocupação é saber se vão continuar com gestores que não pertencem ao mundo do desporto automóvel e da F1. Eles [Alpine] estão a seguir um caminho onde podem atirar a toalha ao chão ou estão a seguir um caminho corporativo que estou convencido de que não vai funcionar. Para mim, eles despediram pessoas importantes no aspeto operacional e de dentro da pista, por isso acho que já sabem onde estão os vossos problemas”.
Será que a Alpine poderá atirar a toalha ao chão? Olhando para os resultados, sim, mas a F1 é agora muito mais apelativa de um ponto de vista de marketing e económico. Com tantas marcas e equipas a quererem entrar, porque a Alpine haveria de querer sair, sabendo que pode conseguir agora um bom retorno. Sair agora seria um tiro no pé. Mas, como a Alpine habitualmente dá tiros no pé, é melhor esperar para ver. A única certeza é que o projeto demora a dar os frutos desejados.











