F1, Alan Permane: “Haverá mudanças para Miami, mas não deveremos ver todo o conjunto de alterações”
O chefe da Racing Bulls, Alan Permane, alertou que as alterações ao regulamento técnico da F1 para o GP de Miami podem não produzir um efeito imediato. Estão em curso negociações entre a FIA, a F1 e as equipas para ajustar as regras após vários problemas detetados nas primeiras três corridas da temporada.
As conversações decorrem esta quarta-feira, 15 de abril, com uma nova ronda de discussões prevista para 20 de abril, antes de qualquer decisão ser enviada ao Conselho Mundial do Desporto Motorizado para ratificação antes do GP de Miami. No entanto, Miami é uma prova Sprint, o que significa apenas uma hora de treinos livres antes da qualificação Sprint — um formato que deixa muito pouco tempo para testar novidades no carro.
A situação é agravada pelo facto de a prova seguinte, no Canadá, ser igualmente um evento Sprint, e de o Mónaco — o GP que se segue — ser um circuito tão atípico que torna qualquer comparação de dados praticamente impossível. Permane identificou assim o GP de Barcelona-Catalunya, a meio de junho, como a primeira oportunidade real para testar o pacote completo de alterações regulamentares.
O responsável britânico reconheceu que os problemas identificados passam pelo excessivo “lift and coast” — onde os pilotos têm de levantar o pé para gerir a energia — e pela regeneração de energia em zonas onde se deveria ir a fundo. A solução apontada passa por reduzir a quantidade de energia disponível, tornando os carros mais lentos em linha reta, mas sem comprometer o desafio nas curvas.
Alan Permane (chefe da Racing Bulls):
“Sei que as pessoas não gostam do lift and coast, e sei que não queremos ver regeneração de energia indesejada, e a forma de eliminar isso é dar-nos muito menos energia. Vamos tornar os carros mais lentos, mas não acho que queiramos tornar as curvas menos desafiantes, por isso precisamos de ter cuidado, e sei que a FIA está a ter cuidado.”
“Haverá mudanças para Miami, mas não tenho a certeza de que veremos todo o conjunto de alterações para Miami, porque o formato do evento leva as pessoas a quererem ser cautelosas.”
“Há muitas sugestões que foram apresentadas, e acho que temos um momento particularmente difícil com Miami sendo um Sprint, porque há realmente pouco tempo para testar qualquer coisa.”
“Por isso, pode muito bem ser que tentemos algumas das mais simples e menos arriscadas em Miami, algumas mais em Montreal, e depois vamos a Mónaco, onde é quase impossível testar qualquer coisa. Portanto, Barcelona pode ser a primeira vez que tentamos algumas das ssoluções mais desafiantes.”
“Não diria que é necessário fazer upgrades, diria que devemos manter a mente aberta. Talvez seja algo contínuo, mas deve ser conduzido pela FIA e pela F1, e não acho que nos devamos limitar — certamente podemos continuar a trabalhar nisso.”
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