Muitos foram os que quiseram estar presentes na homenagem a Anthoine Hubert, num domingo muito difícil para a família do automobilismo. Muitos integrantes da grelha eram amigos íntimos do falecido piloto, e, por isso, estes foram momentos particularmente difíceis para muitos deles, tal como foi possível observar nos olhos de Charles Leclerc ao chegar às boxes após vencer o GP da Bélgica de F1.
Também Daniel Ricciardo ‘lutou’ para voltar ao cockpit: “Certamente questionei ‘será que vale mesmo a pena?’ É o nosso trabalho, a nossa vida, mas também isto é só e apenas correr em círculos. Acho que nenhum de nós queria estar aqui”.
Também alguns ‘veteranos’ da F1 se manifestaram. Jacques Villeneuve disse que o chassis de F2 de hoje em dia é menos resistente do que antigamente. Jean Alesi, pai de Giuliano, piloto que também estava a correr com Hubert, concorda com Villeneuve e diz que os testes de simulador dão aos pilotos uma falsa sensação de segurança: “As escapatórias de asfalto, os pneus, as barreiras Tecpro, o halo. A rede de segurança perfeita. No simulador, saem da pista 30 vezes e em algum momento sentem-se invencíveis”, disse.
Alain Prost concorda: “Se um carro parar no meio da pista e for ‘torpedeado’ por outro, ficamos impotentes no carro mais seguro. Em termos gerais, concordo, temos uma geração de pilotos que pensa que nada lhes pode acontecer”.
São palavras fortes, ditas a quente! Acreditamos que muitos pilotos acreditem que estão hoje, mais do que nunca, bem protegidos, mas já duvidamos que não saibam que correm muitos riscos, como agora ficou, infelizmente para todos, bem demonstrado.
Tal como Alain Prost bem disse, não há muito a fazer quando um carro fica atravessado em pista e outro lhe acerta a uma velocidade tão alta que parte o carro ao meio. Estes são momentos muitos duros para todos, mas esta é a dura realidade. O desporto automóvel é perigoso e sempre será.










