167 GP, 10 épocas, 1 pole position, 2 voltas mais rápidas…É um currículo demasiado curto para aquele que foi considerado dos maiores talentos jovens da sua geração.
Nico Hulkenberg é um dos pilotos com mais qualidade do grid e esse facto é confirmado pela grande maioria das pessoas ligadas à F1. Mas o alemão não consegue libertar-se da “maldição” que o impede de subir ao pódio. Já por duas ou três vezes que Hulk esteve perto de finalmente provar o champanhe do pódio, tal como aconteceu no último GP, mas mais uma vez não o conseguiu fazer.
A carreira de Hulkenberg até chegar à F1 é a de um astro que chegará ao grande circo para arrasar a concorrência. Nos karts venceu na Alemanha e em Itália e nos monolugares foi campeão na Fórmula BMW ADAC, A1GP, Fórmula 3 Euroseries e no GP2. Mas por algum motivo o #27 não consegue materializar todo o seu talento e tudo o que mostrou nas categorias de iniciação. É certo que a sua carreira no início foi feito de altos e baixos e com um ano encostado (2011), mas Hulkenberg tinha de ter já pelo menos um pódio em seu nome. Sérgio Pérez é exacto oposto do alemão. Com uma carreira menos fulgurante nas categorias de iniciação, desde que chegou à F1 não desperdiçou uma oportunidade de subir ao pódio.
Embora diga que tal não o afecta, o factor mental deverá começar a pesar, especialmente depois do último fim de semana em que o pódio estava ali tão perto.
“Hoje era um daqueles dias em que tínhamos de fazer tudo bem, em que tinha de aproveitar a oportunidade”, disse Hulkenberg à Sky F1.
“Eu estou triste , por mim e pela equipa, por não termos conseguido, especialmente na frente dos fãs alemães. Dói e vai doer ainda mais amanhã.”
“Um pequeno momento na entrada da curva 16, eu perdi o carro numa zona húmida com pneus degradados”, acrescentou. “Esse asfalto é basicamente como gelo e eu não estava ciente disso.”
Mais uma desilusão para Hulkenberg que esteve perto de espantar os seus fantasmas em frente ao seu público.











