2025 foi um ano de sensações antagonizastes para Oscar Piastri: apesar de ter estado na luta pelo seu primeiro título mundial, terminou o campeonato em terceiro lugar, a 13 pontos do colega de equipa Lando Norris. Depois de liderar com uma vantagem de 34 pontos após o Grande Prémio dos Países Baixos, o australiano acabou por ver escapar o título na fase final da época.
A queda de rendimento de Piastri na segunda metade do campeonato foi decisiva. Um acidente no Azerbaijão e resultados abaixo das expectativas em Austin, na Cidade do México e no Brasil comprometeram a sua candidatura ao título, apesar do bom ritmo demonstrado novamente nas rondas finais no Qatar e em Abu Dhabi.
Dentro da McLaren, as dificuldades de Piastri foram associadas ao desempenho menos competitivo em circuitos de baixa aderência, contraste evidente face às boas prestações em pistas de maior tração. Ainda assim, o jovem piloto australiano destacou-se pelo nível de consistência e maturidade conquistado ao longo da época, consolidando-se como um dos protagonistas do pelotão.
Mais confiança para a próxima temporada
A experiência adquirida em duelos diretos com Lando Norris e Max Verstappen reforçou-lhe a confiança para enfrentar a próxima temporada, num contexto que trará novas diferenças ao nível técnico, tanto nos carros como nas unidades motrizes.
Questionado pela estação australiana 7Sport sobre o seu estado de espírito para 2026, Piastri afirmou:
“Estou com fome de voltar e preparado para isso. Agora quero aproveitar algumas semanas para descansar e desligar-me um pouco das corridas. Mas, quando regressarmos, haverá muito para aprender para o próximo ano — muitas diferenças nos carros e nos motores.”
A ironia de 2025 e as lições para 2026
A ironia da época 2025 é que Piastri sempre foi considerado o piloto mais cerebral e frio da McLaren, mas foi no capítulo mental que claudicou na derradeira fase da temporada. Já Norris, unanimemente visto como o piloto mais frágil mentalmente, deu um salto impressionante e revelou uma compostura como raramente se tinha visto até então, em situações de pressão extrema. Mas, a força de Piastri parece estar-se a revelar agora.
O australiano não parece muito afetado por ter perdido o título. Não parece estar a sentir o peso da derrota de um piloto que liderou grande parte da temporada e que acabou em terceiro. Apenas quando a F1 regressar às pistas teremos a verdadeira noção se Piastri ficou afetado, ou não, mas por agora, parece estar a fazer o “luto” de forma aparentemente leve.











