F1- 2023: Spa-Francorchamps e Paul Ricard em risco, Mónaco questionado…

Por a 1 Abril 2022 12:08

A chegada da corrida de Las Vegas em 2023 terá impacto no calendário da F1, mas as coisas são bem mais complicadas do que pensar somente em qual sai, para entrar o GP de Las Vegas.

A recente saída da Rússia é um problema a menos para a Fórmula 1, ainda que a Rússia, possa tornar-se um problema ainda bem maior, dependendo como evolua a questão da guerra na Ucrânia.

O Qatar já está previsto entrar no calendário em 2023, isto se não entrar antes. Para ‘mal dos nossos pecados’…leia-se, Portugal.

Sabe-se que a F1 está disposta a alargar o calendário, se houver dinheiro que o permita, pois as equipas sem ele não aceitam esse alargamento. No contrato, 24 corridas é o máximo. A China quer regressar, e há muito que a Fórmula 1 quer regressar a África.

Portanto, há corridas na corda bamba, até porque Stefano Domenicali já disse que há corridas no atual calendário que não permanecerão em 2023.

As que terminam contrato são a França, Bélgica e México. Com três corridas nos EUA, será que o México fica em risco?

As ‘agulhas’ apontam muito mais para Paul Ricard, que apesar do regresso nunca convenceu. Só mesmo para dizer que há um Grande Prémio em França.

Aliás, para nos mantermos na zona, até o GP do Mónaco anda a ser questionado.

Segundo se sabe, a F1 quer obrigar o GP do Mónaco a pagar. O que não sucede. É ‘grátis’.

É tudo muito bonito no Mónaco, menos a corrida. Vale pelo contexto. Não pela parte desportiva.

E também já se percebeu que para a Liberty Media, depois de dois anos como 2020 e 2021 em termos monetários, há que atirar os mísseis de Jidá para trás das costas e pensar nos 70 ou 80 milhões que os sauditas pagam. Se a F1 não precisasse quase desesperadamente de dinheiro, era certo que não voltaria à Arábia Saudita enquanto houvesse problemas como os que vimos no seu mais recente Grande Prémio.

Por isso, não nos admiramos nada que até o Mónaco possa ficar em xeque, e outra das pistas tradicionais da F1, Spa-Francorchamps pode ter problemas. Bélgica e França são as mais fortes probabilidades de sair. Mesmo com as obras de Spa, os seus responsáveis não estão seguros de ficar na F1.Até podem sair os dois, para entrar a China, e Las Vegas.

Spa tem trunfos, os adeptos gostam, costuma dar boas corridas, mas se com os novos carros as boas corridas se generalizarem, já estão a ver o filme: venha o dinheiro…

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8 comentários

  1. Pity

    1 Abril, 2022 at 12:14

    Tirem Paul Ricard, mas não tirem Spa. Apesar da bronca do ano passado, acho que deve continuar.

  2. jo baue

    1 Abril, 2022 at 13:26

    Não deverá estar errado dizer que o destino da F1 já está traçado. Irá convergir com a F. E num único campeonato. Cada vez mais componentes standard, cada vez menos possibilidade de desenvolvimento e testes, de visitarem circuitos verdadeiros; cada vez mais corridas em cidades com localização sugestiva mas com traçados de me-da; tendência a fazerem corridas mais curtas, etc.
    Acrescentar ao texto que não há nenhum contrato para o GP do Mónaco a partir do ano 2023 e seguintes, o último foi celebrado entre o Bernie e o Presidente do ACM em 2011.

  3. [email protected]

    1 Abril, 2022 at 15:40

    Tirem Paul Ricard e Mónaco. Se tirarem SPA acabam com a F1.

  4. Mpabe Lyan

    1 Abril, 2022 at 17:32

    A F1 já não é o que era. Talvez uma rotatividade entre os novos players fosse uma solução. Não vejo como excluir por ex Spa e incluir mais casinos, possa trazer mais interesse.

  5. Frenando_Afondo™

    1 Abril, 2022 at 19:56

    Spa?? Somente uma das pistas mais icónicas do mundial? É, façam isso façam mas depois não se queixem das críticas.

  6. Scb

    1 Abril, 2022 at 20:25

    O Stefano Domenicalli dizia que era preciso ter GP’s exóticos para que os tradicionais se pudessem manter. Agora parece que só se mantêm os exóticos. F1 é Mónaco, Spa, Silverstone e Monza. Os restantes podem mudar, estes não.

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