O derradeiro dia da sétima edição do Estoril Classics foi, uma vez mais, um sucesso com largos milhares de adeptos a seguirem as corridas compostas por um impressionante espólio de máquinas que marcaram a história do desporto motorizado.
O Autódromo do Estoril voltou a ser banhado pelo Sol, atingindo temperaturas que convidavam uma ida à praia, no entanto, os fãs mantiveram-se estoicamente na pista de Cascais, cobrindo a bancada A e enchendo o paddock, onde poderiam ver de perto motos e automóveis que escreveram páginas inesquecíveis do mundo das quatro e duas rodas.
O ponto alto da festa foi o Classic GP e todo o autódromo se engalanou para a prova dos Fórmula 1, com as bancadas abertas repletas de público para poder ver os bólides da categoria máxima, estando entre eles alguns Campeões do Mundo, como é o caso do Lotus 72 e do Williams FW08.
Mais uma vez, as expectativas não saíram defraudadas, tendo a prova de vinte e cinco minutos sido emocionante e disputada a um ritmo infernal.
Katsu Kubota, no seu Lotus 72, foi o mais rápido a sair da grelha de partida e ascendeu ao comando, por troca com Soheil Ayari, que alinhara na pole-position com o seu Ligier JS11 depois do seu triunfo de ontem. No entanto, ainda durante a primeira volta, o japonês teve de se vergar perante a superioridade da combinação gaulesa que voltou a imprimir um andamento infernal debaixo de uma canícula intensa.
Sem que os seus adversários o conseguissem acompanhar, o vencedor do Grande Prémio de Macau de 1997 conquistou o triunfo no Classic GP com uma exibição impressionante que empolgou a bancada A, completamente cheia.
Atrás de Ayari, assistiu-se uma batalha sem quartel entre Katsu Kubota, em Lotus, Martin O’Connell e Mark Hazell, tendo o piloto do Brabham BT37 sido o primeiro a suplantar o nipónico, que acabaria por ficar fora de contenção por ter realizado falsa partida, o que lhe valeu um ‘Drive Through’ como penalização.
O’Connell, no segundo posto, e Hazell passaram então a ser o foco de atenção da mole humana do Autódromo do Estoril com uma luta acirrada entre os dois. O piloto do Williams FW08 acabaria por suplantar o seu colega de equipa já com a bandeira de xadrez à vista, mas O’Connell, em Brabham BT37, cruzaria a linha de meta em terceiro, vencendo a classe A.
O público rendido à exibição a que acabara de assistir recebeu os homens do pódio com aplausos, tendo esta sido uma forma entusiasmante de concluir o Classic GP e de celebrar os vencedores.












