Não só haverá grandes mudanças na grelha para 2025, como também houve um desenvolvimento significativo no controlo de corrida na semana passada. A FIA anunciou a saída do Diretor de Corrida Niels Wittich, com o alemão a ser substituído pelo português Rui Marques, com efeitos imediatos.
Wittich foi o Diretor de Corrida a tempo inteiro na Fórmula 1 desde o Grande Prémio do Japão de 2022 e, antes disso, partilhou o cargo com Eduardo Freitas, pelo que era bem conhecido dos atuais pilotos.
O seu substituto tem uma vasta experiência em desportos motorizados como Marshall, Scrutineer e Diretor de Corrida tanto na F2 como na F3, mas será responsável pelo seu primeiro Grande Prémio em Las Vegas e na Fórmula 1. O Diretor de Corrida tem um papel importante na F1 e uma relação muito importante com os pilotos, que tem de ser de confiança mútua, pelo que se espera que os atuais 20 pilotos sejam questionados sobre as suas opiniões sobre a nova posição de Rui Marques ainda antes do fim de semana de corrida.
Recordando um pouco da história dos Diretores de Corrida da Fórmula 1, esta foi marcada por períodos de muita estabilidade e, mais recentemente, por mudanças frequentes.
De 1997 a 2019, Charlie Whiting ocupou o cargo de Diretor de Corrida da F1, proporcionando mais de 20 anos de estabilidade à função. Antes dele, o belga Roland Bruynseraede atuou de 1988 a 1995, e o britânico Derek Ongaro ocupou um cargo equivalente entre 1980 e 1986.
A partir de 2019, a F1 entrou num período de frequentes mudanças no cargo de Diretor de Corrida.
Michael Masi (2019-2021) assumiu o cargo após a repentina morte de Charlie Whiting em 2019 e Niels Wittich (2022-2024) substituiu Masi após a polémica do GP de Abu Dhabi de 2021, em parceria com Eduardo Freitas, vindo depois Wittich a ficar mais tarde sozinho no cargo, depois da polémica do GP do Japão de 2022, uma prova que se afigurou muito difícil por causa da chuva, das interrupções e da trágica memória de Suzuka 2014.











