No momento em que escrevo estas linhas ainda não é conhecida a decisão da Williams quanto ao piloto escolhido para colocar ao lado de Lance Stroll. Há quem jure a pé juntos que será Robert Kubica, mas o que me parece é que os responsáveis da equipa de Grove têm dúvidas. Muitas! Lícitas! Logicamente que o interesse no polaco é grande mas a sensação que fica é que a equipa não está totalmente segura do passo que provavelmente vai mesmo dar. De qualquer forma, e sabendo-se que é impossível que Robert Kubica não tenha perdido faculdades – o polaco diz que 90% delas estão lá todas – a ser verdade, parece-nos que chega bem, e provavelmente sobra, para voltarmos a ter mais uma fantástica história de conto de fadas no automobilismo, do estilo das que protagonizaram, por exemplo, Alessandro Zanardi e Niki Lauda, com os seus terríveis acidentes e posteriores regressos à competição, ou o que sucedeu com A.J. Foyt, que em 1965 teve um grande acidente em Riverside, devido a uma falha dos travões do seu carro, sendo que em 1967 ainda foi ganhar as 24 Horas de Le Mans e as Indy 500, ou Ari Vatanen, que em 1985, no Rali da Argentina teve várias paragens cardíacas, mas depois duma longa recuperação ainda foi vencer o Pikes Peak e o Paris-Dakar, ou Alessandro Nannini, que após ficar com o braço decepado num acidente de helicóptero, ainda regressou para ganhar corridas no DTM. O caso mais recente é o do jovem Billy Monger, que ficou sem as pernas num acidente na F4, mas não demorou muito a voltar às pistas. A força de vontade destes heróis devia servir de exemplo a muita gente.
[soliloquy id=”337931″]












