A Liberty Media vai tornar-se na acionista principal do Formula One Group quando em meados do próximo ano a operação financeira que agora arrancou estiver concluída. Nesta altura, a empresa de John Malone tornar-se-à no maior acionista com 35.5% das ações, com a CVC Capital Partners a manter 24.7% das ações, depois de vender 13.4% dos seus ‘interesses’ na empresa. No conjunto, o consórcio liderado pela CVC detém cerca de 65% do Formula One Group e vai continuar a ter representação na administração da Fórmula 1, de modo a emprestar o seu know how dos dez anos que está à frente da empresa.
Há uma complexidade enorme de detalhes que envolvem este negócio, mas há duas situações que podem colocar enormes grãos de areia na engrenagem. O primeiro é a aprovação do negócio por parte da FIA. A federação internacional divulgou em comunicado uma informação que dá as “boas vindas ao investimento de longo prazo” mas logo revela que precisa de “mais informação” relativamente às possíveis consequências do negócio.
O outro é a Comissão Europeia, que tem de aprovar a transação e neste caso pode haver aqui conflito de interesses pois a FIA tem um por cento de ações da Delta Topco, consórcio de acionistas que detém os direitos comerciais da F1 e é aqui que está o conflito de interesses pois a FIA tem que aprovar um negócio em que é parte interessada pois o seu investimento está prestes a ser muito valorizado.
Para deixar de haver a FIA teria que se desfazer de um ativo que vale 100 milhões de dólares. Portanto este é só mais um dos inúmeros detalhes que ainda estão por se saber como vão ser resolvidos, mas para o adepto comum isto fará pouca diferença. Quem de direito que se entenda. O que os adeptos querem saber é o que vai melhorar na Fórmula 1, tudo o resto… é conversa financeira.











