O primeiro dia do ano de 2021 fica marcado pelo começo da ‘corrida’ das novas regras da Fórmula 1 de 2022. Só a partir de amanhã as equipas de F1 podem começar a trabalhar nos seus monolugares de 2022. O trabalho de simulação foi restringido de modo a que as equipas com maiores recursos não cavem um fosso ainda maior. Desta forma, a Mercedes passa a poder utilizar penas 90% desses recursos, o que equivale dizer que sendo autorizadas pela FIA 400 horas no total, distribuídas em 320 sessões, a Mercedes passa a ter menos 40 horas de túnel de vento, disponível. Por cada posição mais atrás, a percentagem aumenta 2.5%, o que significa que a Williams, última classificada do Mundial de 2020 vai poder utilizar 112.5%. Esta escala vai diminuindo para quem está mais acima na tabela e crescendo para a segunda metade, sendo que para lá de 2022, o melhor construtor terá apenas 70% de túnel de vento, com as diferenças a passarem para 5%. Se o trabalho for bem feito por parte das equipas mais pequenas, mais tempo de túnel de vento significará mais ‘fine tuning’ da aerodinâmica dos seus monolugares e isso vai ter que se refletir em pista.
As diferenças no plantel não se esbatem de um dia para o outro, pois as equipas jogam com as armas que têm. Por exemplo, a Mercedes, já com ambos os campeonatos de 2020 na mão, parou de desenvolver o W11 e centrou-se em 2021 e isso vai libertar mais meios para trabalhar no monolugar de 2022. É pura matemática! Como se sabe, Red Bull e Ferrari continuaram a trabalhar no carro de 2020 ainda que também o tenham feito já de olho nas regras de 2021…










