O novo diretor executivo da Fórmula 1, Chase Carey, veio a público esclarecer melhor o que quis dizer sobre os 21 Super Bowls que pretendem criar nos fins de semana de Grande Prémio. As suas palavras foram mal interpretadas, pelo que Carey esclareceu-as: “Nós não queremos americanizar o desporto, mas apenas torná-lo maior, mais atrativo. A base da Fórmula 1 está na Europa e queremos torná-lo ainda mais forte lá, torná-la ainda mais interessante para os europeus; mas também queremos desenvolvê-la noutros locais, como os Estados Unidos, que é uma prioridade. Mas com isto não queremos americanizar o desporto, apenas queremos aproveitar melhor as oportunidades para o desenvolver lá. Por exemplo, a corrida de Austin é fantástica, mas o mercado ainda não está totalmente desenvolvido” disse Chase Carey. Na verdade, os Estados Unidos são uma ‘Europa’, em termos de tamanho e população, e embora seja claro que nunca a F1 será nos EUA o que é na Europa, as raízes da disciplina são europeias, as coisas podem mudar um pouco com o tempo. A entrada da Haas é um passo, ter mais corridas nos EUA, outro, e por aí fora…
Contudo, para Chase Carey há outras áreas que carecem também de mudanças: “Um dos nossos problemas é não termos os meios digitais desenvolvidos, ou um marketing desenvolvido para chegar aos adeptos dos Estados Unidos, daí querermos chegar a uma cidade de destino. Falei de Nova York, Miami, Los Angeles e Las Vegas, por isso. Se lá chegarmos daremos outra dimensão à nossa presença no país, o que ajudará a construir uma cultura deste desporto”, concluiu o diretor geral.
Rodrigo Fernandes










