Não têm faltado críticas às mais recentes atitudes da FIA, que tem as suas regras, muitas vezes no passado optou por fechar os olhos, mas a mais recente liderança de Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, tem feito mudar muita coisa e uma delas foram os castigos que recentemente sofreram Max Verstappen que proferiu um palavrão numa conferência de imprensa e Sébastien Ogier que criticou os organizadores do Rali da Grécia devido à falta de segurança, causada pelo muito pó e a insuficiente diferença entre a partida dos concorrentes. Mas Ben Sulayem entende que a FIA tem feito muito e bom trabalho, que não é reconhecido pela imprensa, que só destaca os problemas.
Recuando um pouco, é preciso entender que no desporto, os atletas são mais do que simples competidores; são embaixadores do seu desporto e modelos para os adeptos. Por isso, há um conjunto de regras de conduta que se espera que sigam, tanto dentro como fora das pistas ou troços. No caso do desporto motorizado, a FIA tem um código de comportamento que exige respeito, ética e profissionalismo por parte de todos os envolvidos. Comentários agressivos, insultos ou críticas desrespeitosas aos comissários e outros oficiais vão contra esses princípios e, por isso, podem ser punidos, se exagerados.
Estas regras existem para preservar a integridade e a imagem do desporto. Quando um piloto, figura pública com grande alcance, se expressa de forma inadequada, isso afeta a perceção do desporto como um todo, gerando um ambiente tóxico e indisciplinado. A federação intervém para garantir que o foco se mantenha na competição saudável, promovendo respeito e desportivismo, e protegendo a reputação da modalidade perante o público e os patrocinadores.
O problema é que talvez tivesse sido necessário analisar o contexto, pois há coisas que podem parecem tão inócuas, que nem mereciam referência, mas quem ‘manda’ teve outra visão, e tudo sucedeu como sucedeu.
Agora, Mohammed Ben Sulayem queixa-se que a federação não recebe o reconhecimento merecido pelos seus esforços em melhorar a administração do desporto. Desde que chegou ao cargo em dezembro de 2021, Sulayem diz que a FIA implementou um centro de operações remoto para auxiliar o controlo de corrida e lançou um programa de treino para comissários e diretores de prova.
Mais recentemente, foi criado um departamento para apoiar o recrutamento de pessoal de arbitragem. Além disso, a FIA introduziu uma nova solução para limites de pista no Grande Prémio da Áustria, resolvendo um problema antigo no Red Bull Ring e com potencial para ser usada em outros circuitos e Sulayem diz que a imprensa só destaca os problemas: questionado pelo Motorsport.com sobre o reconhecimento por resolver o problema dos limites de pista, Ben Sulayem afirmou: “Não, nunca receberemos crédito. Impossível. Só ouvimos críticas.” Como se percebe, o presidente acredita que a FIA não só merece mais crédito, mas também mais recursos financeiros pelos investimentos feitos no desporto. Todos lucram, exceto a FIA: “Todos lucraram com a FIA, todos menos a FIA. Todos recebem crédito, exceto a FIA”, disse.
Noutro contexto, Ben Sulayem reconhece o bom trabalho da Liberty Media na transformação da Fórmula 1, mas acredita que a FIA precisa de ter o mesmo nível de reconhecimento e poder.
FOTO MPSA/Phillipe Nanchino











