Em entrevista ao jornal inglês ‘The Guardian’, Mohammad Ben Sulayem, presidente da FIA, reiterou a recusa de pedir desculpa aos muitos adeptos de Lewis Hamilton, que entendem que o título devia ser do ‘seu’ piloto ao invés de Max Verstappen, devido a tudo o que sucedeu em Abu Dhabi 2021, pois acham que foi Michael Masi, na altura Diretor de Corrida da FIA na F1 a mudar o rumo dos acontecimentos.
Ben Sulayem garante que pede sempre desculpa: “mas não posso pedir desculpa por algo que foi feito antes do meu tempo”, disse, aludindo ao facto de ainda não ser, efetivamente, presidente da FIA nessa altura porque já tinha ganho as eleições mas não tinha ainda tomado posse: “OK, vou pedir desculpa, mas vou trazer o Michael Masi de novo. Acham que isso é correto? O pobre rapaz é uma pessoa que foi atacada e maltratada. O Michael Masi passou por um inferno. E se eu vir que há uma oportunidade que a FIA precisa e que Michael Masi é a pessoa certa, eu trá-lo-ei”, disse Ben Sulayem.
Não é algo muito provável, muito menos na F1, e até o próprio Masi dificilmente o aceitaria.
Desde que perdeu o seu lugar na F1, Masi tem trabalhado para a Comissão Supercars e para o Karting Austrália no seu país natal. Sabe-se também que precisou de um psicólogo, pois a sua saúde mental não aguentou todas as consequências da controvérsia.
Quanto a Ben Sulayem, revelou ter tido ameaças de morte: “porque eu tinha o poder de mudar a situação. Mas eu disse-lhes: ‘Desculpem, o Campeonato do Mundo de 1966, Inglaterra contra Alemanha, foi correto? Eles mudaram-no? Não’. Deram o título à Alemanha? Não”.











