Arranca hoje o Mundial de Fórmula 1 de 2022, uma temporada que se espera, pelo menos, tão interessante quanto a anterior, e que para já é totalmente incerta aos olhos dos adeptos e dos principais observadores da F1.
Há muita expectativa e incerteza quanto à correlação de forças e se tudo o que se viu nos testes for diretamente proporcional ao que se vai passar e pista a partir das 12h00 de hoje, Max Verstappen e a Red Bull parecem ser os principais favoritos, sendo que é completamente impossível ter certezas absolutas, até porque é muito forte a probabilidade das coisas se poderem alterar muito durante o ano, à medida que as diversas equipas vão ‘acertando agulhas’.
Neste momento a Ferrari parece estar claramente no meio da Red Bull e da Mercedes e há mesmo quem diga que é clara candidata a vencer corridas, já. O seu novo motor é alegadamente melhor, ou está pelo menos ao mesmo nível do Honda e Mercedes, sendo que as boas prestações da Alfa Romeo (fiabilidade à parte) e da Haas, sinais que o motor Ferrari é mesmo bom.
O Mundial de F1 arranca sem Sebastian Vettel, que apanhou covid-19 e foi substituído por Nico Hulkenberg, mas esse é só um detalhe de um ano muito longo, espera-se que, com 23 corridas em pouco mais que oito meses.
Como se sabe, esta época será muito diferente pois teremos monolugares completamente novos, rodas de 18 polegadas que afetam a forma como os carros rodam em pista, menos aerodinâmica, e com downforce a processar-se pela primeira vez na F1 em várias décadas, de duas formas diferentes, com as asas, e através do efeito de solo, que ‘puxa’ o monolugar para baixo devido ao efeito Venturi, em que o ar que passa por baixo do monolugar se comprime momentaneamente ao encontrar uma zona mais estreita, o que diminui a pressão e aumenta a velocidade e ‘suga’ o carro para o chão. Desta forma, foram diminuídas as asas superiores, o que gera menos turbulência aerodinâmica e possibilita maior estabilidade nos carros, que dessa forma podem rodar mais juntos. Finalmente este objetivo parece ter sido alcançado e isso vai ter efeitos na qualidade das corridas pois irá possibilitar os monolugares andarem muito mais juntos, mais tempo. Não é perfeito, ainda, mas ajuda muito.
Voltando à correlação de forças, acredita-se que a Mercedes anda ainda à procura de resolver os seus pequenos problemas. Tendo apresentado um monolugar com flancos muito mais estreitos, isso, em teoria, permite que o monolugar seja mais rápido, mas tudo isto está para ser comprovado a partir de hoje quando o cronómetro começar a contar. É curioso que em 10 equipas, quase tivemos 10 ideias distintas para o mesmo regulamento, e isso é só mais um ponto de interesse para a época.
Como se calcula, é cedo para perceber quem acertou ‘mais’.
Com tudo isto há uma verdadeira possibilidade de haver mais protagonistas nas diversas lutas que se preconizam, tudo pode acontecer, que seja muito mais equilíbrio, sem descurar que alguma equipa se possa destacar e neste momento a suceder, só se for a Red Bull ou a Ferrari. Para já a Mercedes é uma incógnita.
Outro ponto interessante será a fiabilidade. Muitas equipas levaram ao extremo a construção dos seus carros, pois sabem que é uma nova oportunidade para se destacarem ou subir na ordem de forças, mas isso também pode resultar mal, devido à fiabilidade, e provavelmente este ano vamos assistir a muito mais problemas mecânicos, que já não se viam muito nos últimos anos.
Vamos ver como tudo evolui, o GP do Bahrein de F1 arranca ao meio dia.
Horário
Sexta-Feira, 18 Março
Treino livre 1 12:00 – 13:00
Treino livre 2 15:00 – 16:00
Sábado, 19 Março
Treino livre 3 12:00 – 13:00
Qualificação 15:00 – 16:00
Domingo, 20 Março
Corrida 15:00










