Alex Wurz, antigo piloto e presidente da Associação de Pilotos de Fórmula 1, insiste que qualquer sistema de proteção futura do cockpit deve ter como prioridade salvar vidas a todo o custo, mesmo que seja considerado “feio” ou pouco estético.
Apesar de ser um primeiro passo nesse sentido, o ‘halo’ estreado pela Ferrari na pré-temporada foi muito criticado pelo seu aspeto, levando a Red Bull a apresentar um esquema alternativo, que já recebeu a aprovação de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat.
O próprio Wurz prefere um sistema fechado semelhante a um avião-caça, mas afirma que o maior propósito do ‘halo’, cuja entrada em vigor deverá acontecer em 2017, tinha de prevalecer:
“Se é bonito? Para mim, não. Mas a sua função é a que devemos implementar? Sim, e a maioria dos pilotos diz o mesmo, referiu ao Autosport inglês.

“Ao menos quando votaram a favor da sua introdução, algo que tem de acontecer para irmos neste sentido, reuniu o consenso de todos. Com o halo ou qualquer outro sistema de proteção de cabeça, se fores ‘o’ azarado e um objeto surgir na tua direção vindo do nada, então nós só queremos que essa pessoa tenha uma hipótese de sobrevivência. Não te vai tirar coragem ou destreza, como superar Eau Rouge a 320 km/h.”
O austríaco prosseguiu: “Em primeiro lugar está a sua função. É fácil de implementar, e agora sim teremos um segundo passo, que passa pelos designers o tornarem mais bonito ou surgirem com um design distinto. Tenho a certeza que esta não será a versão final, e que dentro de alguns anos as pessoas até poderão dizer ‘uau’. A Red Bull tentou fazer algo diferente, uns gostam mais, outros menos. Visualiza algo que tinham em mente, mas não o relaciona ainda com as estruturas e com a função que o sistema deve ter.”









