Pelos vistos, vai continuar a falar-se do GP de Abu Dhabi de Fórmula 1 muito para lá do final da corrida e da festa do título de Nico Rosberg. A corrida fica marcada claramente pelo abrandamento de Lewis Hamilton nas últimas voltas da corrida, na tentativa de permitir a aproximação de Sebastian Vettel e Max Verstappen, de Nico Rosberg, para que este, eventualmente, perdesse pontos preciosos na batalha pelo campeonato, e levasse o britânico ao terceiro título mundial consecutivo, algo que acabou por não acontecer.
Apercebendo-se desta situação, a Mercedes imediatamente deu ordens a Hamilton para ‘acelerar o passo’, ordem que o inglês não acatou, o que deixou com os cabelos em pé os elementos da estrutura diretiva da Mercedes, com Paddy Lowe e Toto Wolff à cabeça.
Implacável como sempre para o bom e para o mau, os principais títulos da imprensa britânica não deixaram escapar incólume este já polémico episódio. O ‘Daily Mail’ afirma que Lewis Hamilton pode ser multado pela “anarquia demonstrada durante o GP de Abu Dhabi”. Já o ‘The Guardian’ e o ‘Telegraph’ trazem à estampa que Hamilton poderá ser alvo de uma suspensão a nível interno pela sua recusa em obedecer às ordens que chegaram do muro das boxes. O Telegraph afirma mesmo que Lewis Hamilton criou uma “situação de anarquia” em Abu Dhabi. O cenário de um possível despedimento também paira no ar, se bem que esse é mais um caso de especulação jornalística do que um possível desfecho.
Recorde-se que ontem após o final da corrida Toto Wolff veio a público criticar o comportamento do tricampeão do Mundo de F1 sublinhou ainda a importância de existir um código de comportamento interno. “Caso fosse dada carta branca teríamos como consequência um menor número de vitórias e a respetiva perda de campeonatos porque existem outras mentes inteligentes no muro das boxes do lado das outras equipas”.
“Está bem claro quem é o responsável pela equipa e a estrutura que colocamos em competição bem pelos seus valores. É indiferente se estamos na primeira ou na última corrida”, disse Wolff. Porém e apesar do desagrado em relação ao sucedido, o executivo austríaco deixou escapar que ainda precisa de formar uma “opinião mais madura sobre o sucedido”.











