Toto Wolff comentou de forma irónica o desfecho do Grande Prémio de Silverstone, que terminou atrás do safety car, afirmando que gostaria que o mesmo tipo de rigor tivesse sido aplicado em Abu Dhabi, em 2021. A corrida britânica gerou descontentamento entre os fãs, agravado por um erro de comunicação nos ecrãs de cronometragem, que a FIA confirmou ter sido causado por uma falha informática.
A corrida terminou atrás do safety car depois de a FIA ter seguido o regulamento desportivo, que exige a conclusão de uma volta adicional após o procedimento em que os pilotos recuperam as voltas de atraso. Este procedimento foi reforçado precisamente após o Grande Prémio de Abu Dhabi de 2021, quando o diretor de prova Michael Masi reiniciou a corrida ao permitir que apenas os cinco carros dobrados entre os candidatos ao título ultrapassassem o safety car. Apesar de o procedimento atual ter privado os fãs de um confronto emocionante na última volta, Wolff manifestou satisfação por as regras terem sido corretamente aplicadas. O responsável da Mercedes reconheceu que um reinício teria sido mais entusiasmante em termos de espetáculo, mas sublinhou que os finais sob safety car fazem parte da Fórmula 1.
A decisão de não reiniciar a corrida garantiu a George Russell o segundo lugar e 18 pontos valiosos para o campeonato. Enquanto a Ferrari optou por chamar Lewis Hamilton às boxes para calçar pneus novos, a Mercedes decidiu manter Russell na pista, dando prioridade à posição.
“Eu preferia que isto tivesse acontecido em 2021. Isso sim era mais importante,” brincou Wolff, dirigindo-se à imprensa escrita. “Mas é bom que os regulamentos tenham sido seguidos. Por vezes não resulta no final mais emocionante. Certamente, do ponto de vista do espetáculo, todos gostariam de ter visto o Lewis com pneus macios contra nós e talvez a lutar com o Leclerc. Mas isto é um desporto. O espetáculo segue o desporto, e não o contrário. Por isso, é bom que a FIA tenha tomado essa decisão.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









