Silverstone e Spa são dois dos palcos mais icónicos e relevantes da F1. É nestas pistas que se pode ver a F1 em todo o seu esplendor, com curvas míticas que exigem de pilotos e máquinas o melhor. Mas com este regulamento, a experiência acabou por ficar comprometida. Martin Brundle afirmou que os novos regulamentos da Fórmula 1 o deixaram emocionado nos últimos dois fins de semana de corrida, devido àquilo que retiraram a essas curvas rápidas e adoradas por todos. O comentário foi feito em direto na Sky Sports F1, antes do Grande Prémio da Bélgica.
Os pilotos já se tinham queixado no Grande Prémio da Grã-Bretanha, duas semanas antes, sobre como se tornou mais fácil percorrer aquelas secções de alta velocidade, uma vez que as baterias dos carros ficam sem energia, reduzindo a velocidade a que os carros passam por essas curvas, muito abaixo do que se verificava mesmo na temporada anterior. O mesmo se verificou em Spa-Francorchamps neste fim de semana, tornando um circuito habitualmente respeitado e temido numa prova relativamente fácil para os pilotos.
Brundle deixou claro que não pode esperar para ver o fim deste ciclo de regulamentos:
“Sinceramente, acho que ainda estamos todos a tentar compreender isto. Fico com um nó na garganta, porque perdemos todas as grandes curvas em Silverstone e aqui estamos em Spa com a mesma situação. Estes novos regulamentos prejudicam-nos nos circuitos de alta velocidade. Estamos a fazer algo em relação a isso para ’27 e ’28, e temos de nos livrar deste conceito o mais rapidamente possível, em 2030 ou 2031. Dito isto, é o que temos, e quando os vejo em pista numa sexta-feira, parecem rápidos. E quando estão lado a lado, a esquivar-se um do outro, parece muito divertido de ver. Mas, por agora, têm de dominar as complexidades, e há muitas.”
Relativamente às mudanças futuras, os motores vão afastar-se da divisão aproximada de 50/50 entre combustão e energia elétrica, para algo mais próximo de 60/40 a favor do motor de combustão interna e do combustível sustentável, ao longo dos próximos dois anos, reduzindo a dependência da bateria. Essas alterações foram ratificadas pelo Conselho Mundial do Desporto Motorizado em junho. Espera-se que isso mitigue parte da perda de potência que os carros sofrem durante uma volta, uma vez que a bateria não se esgotará tão rapidamente.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA










