David Coulthard criticou a forma como pilotos e equipas lidaram com os problemas nas bandeiras azuis durante o Grande Prémio da Hungria de Fórmula 1, comparando a situação ao “primeiro dia de escola”. O sistema automático de bandeiras azuis da FIA registou uma falha durante a corrida de domingo em Hungaroring, obrigando os comissários a notificar manualmente os carros retardatários. Esta situação gerou vários incidentes com carros retardatários a atrapalhar outros pilotos, sendo o mais notório o choque entre Carlos Sainz e Oscar Piastri.
Sainz afirmou que foi “impossível evitar” o incidente, embora imagens da câmara a bordo tenham posteriormente mostrado que o piloto da Williams recebeu diversos sinais de bandeira azul e foi avisado pelo seu engenheiro de que Piastri se encontrava atrás dele. Piastri manifestou forte desagrado contra Sainz após o incidente, considerando inaceitável a falta de perceção do piloto espanhol. O diretor da equipa Mercedes, Toto Wolff, também criticou os engenheiros das equipas, acusando-os de não fazerem o suficiente para avisar os seus pilotos de que estavam prestes a ser ultrapassados por retardatários.
David Coulthard, antigo piloto e atual comentador de Fórmula 1, juntou-se às críticas, considerando inaceitável a reação dos pilotos face às bandeiras azuis. Coulthard sublinhou que, independentemente de eventuais falhas nos sistemas de cronometragem, existe uma questão de perceção espacial que deveria ser garantida pelos próprios pilotos e pelos engenheiros das equipas, através da observação direta sobre o muro das boxes.
“Temos de abordar o cenário das bandeiras azuis em Budapeste” disse Coulthard no podcast Up to Speed.“Foi como o primeiro dia de escola! E estou a falar do infantário, pela forma como os pilotos reagiram às bandeiras azuis. Agora, alguns dirão que os sistemas de cronometragem tiveram um problema. Mas existe algo chamado perceção espacial, e os engenheiros a olharem efetivamente por cima do muro das boxes e eu fiz este comentário durante a transmissão: muito poucas equipas têm hoje em dia um espaço aberto naquilo que é carinhosamente conhecido como o ‘prat perch’, o muro de engenharia onde normalmente se sentam os engenheiros e o diretor de equipa. No caso do Toto [Wolff], claro, ele está sentado lá atrás na garagem, mas antigamente eles olhavam, olhavam mesmo por cima do muro das boxes, e tinham uma certa perceção de onde estavam os outros carros. Nunca se pode contar com isso na qualificação, quando alguém sai do pit lane. Mas numa corrida, quando as pessoas estão a circular a um ritmo constante, normalmente consegue perceber-se. Bem, não normalmente… Consegue-se perceber sempre! Simplesmente não foi suficientemente bom.”
Foto: Getty Images / Red Bull Content Pool










