Peter Jeffrey Revson, “Revvie” ou “Revvo” para os amigos, nasceu em berço de ouro – literalmente. Era neto do judeu russo Samuel Morris Revson, que fugiu da Rússia para evitar ser incorporado no exército czarista e procurou o sucesso na América. Os seus três filhos – Joseph, Charles e Martin – cedo se envolveram numa empresa de cosméticos, fundando em 1932 a Revlon, que se tornou num retumbante sucesso.
O pai de Peter era Martin; tinha 10 por cento das acções da companhia, mas abandonou os negócios em 1958. Em 1938, tinha casado com uma cantora de “nightclub” chamada Julie Phelps Hall. O casal estabeleceu-se no glamouroso quarteirão nova-iorquino de Westchetser, onde Peter nasceu.
Rodeado de dinheiro, andou nas melhores escolas e formou-se na Cornell University. Nunca esteve envolvido no negócio dos cosméticos. Depois de se formar, Peter foi para o Hawai, onde começou a correr num Morgan, em 1961. Em conjunto com o seu colega de escola Timmy Mayer, formou uma equipa de Fórmula Júnior, mas Timmy morreu num acidente, em 1964, na série Tasman. Em 1965, Revson correu na Europa, em F2 e F3, ganhando no Mónaco. Nos anos seguintes, concentrou-se na CanAm e na Fórmula Indy, vencendo em Indianapolis, com um Brabham-Repco.
Carismático e sempre rodeado de mulheres bonitas, Peter, depois de uma primeira experiência na década de 60, regressou à F1 em 1972. Com um McLaren, venceu dois GP no ano seguinte, antes de rumar à Shadow. Recém-casado com a Miss Mundo, Marjorie Wallace, perdeu a vida em testes privados, em Kyalami. Piloto versátil, era considerado um dos melhores da sua época.











