Se a Toro Rosso deverá sofrer com a saída de Sebastien Vettel, o alemão também poderá ter mais dificuldades em exprimir o seu talento na Red Bull, pois apesar dos chassis das duas equipas serem muito semelhantes e o patrão ser o mesmo, a forma de funcionamento varia bastante de Milton Keynes para Faenza e isso poderá não ser grande notícia para o jovem alemão.
Na Red Bull, Vettel vai encontrar uma estrutura em que o líder técnico não admite discussões e não aceita colocar em causa as suas certezas. Adrian Newey é um génio – disso ninguém duvida – mas está longe de ter um temperamento fácil e nem toda a diplomacia de Geoff Willis tem servido para o fazer mudar de ideias em relação a diversos aspectos técnicos, dos quais tem sempre uma opinião dogmática.
Duelo fascinante
Depois de um ano e meio a trabalhar com Giorgio Ascanelli, um homem também com muitas certezas mas sempre pronto a ouvir e analisar o que os outros lhe dizem, sobretudo se os considera como considera Vettel, o germânico dificilmente terá um papel tão preponderante no desenvolvimento do RB5 como teve na evolução do STR3.
Acresce que em vez de Bourdais – tímido, apagado, sempre pessimista e nada comunicativo – como companheiro de equipa, Vettel vai ter de se haver com Webber, um veterano, muito veloz em qualificação, com grande habilidade política e um enorme peso na Red Bull. Por isso o duelo entre os dois será fascinante, dentro e fora da pista e tanto pode levar a Red Bull para os lugares da frente como fazer com que a equipa se divida em dois blocos, com consequências negativas para os seus resultados.










