Daniil Kvyat, o mais novo dos estreantes na Fórmula 1 esta temporada, respondeu aos críticos que dizem que atualmente os pilotos não têm o estatuto de heróis e que o desporto se tornou demasiado fácil para os ‘rookies’. Para o russo, a coragem continua a ser importante, admitindo que não gosta de ouvir as comparações desfavoráveis entre os pilotos atuais e os de há três décadas.
Na opinião de Kvyat, “a F1 continua um dos desportos em que a coragem é mais relevante. Não gosto de ouvir que os pilotos modernos já não são cavaleiros do risco comparando com os anos 1980”. O piloto da Toro Rosso lembrou, em entrevista à revista ‘Omnicorse’ que “tudo o que nos separa entre 340 km/h e o muro são os nossos travões e umas centenas de metros de asfalto. O risco na F1 não pode ser apagado, mas é correto que fazemos tudo o que é possível para melhorar a segurança nas pistas e monolugares”.
Por fim, Kvyat deixou ainda uma resposta a Willi Weber, que considera que os pilotos se queixam demasiado via rádio: “Com as novas regras, o papel do engenheiro é essencial – a gestão da energia elétrica não pode ser controlada só pelo piloto. Se há possibilidade de ultrapassar, o piloto deve tentar. Nunca há uma situação em que o engenheiro diga para esperar. Mas ao mesmo tempo precisamos de adaptar à situação de consumo de combustível e ao desgaste de pneus”, explicou o russo.










