De acordo com Newey, terá sido o potencial envolvimento da Audi na modalidade a influenciar a escolha da arquitetura dos motores para 2013, questão que desde então mereceu da parte de muitos dos envolvidos na F1 – em especial Luca di Montezemolo -, uma série de críticas.
“A decisão inicial para o grupo de trabalho dos motores era para que o motor turbo de quatro cilindros fosse introduzido em 2013. A grande motivação por trás era a Audi. Disseram que viriam para o desporto se houvesse um motor de quatro cilindros turbo e foi isso que todos acordaram de forma a termos a Audi na F1. Subsequentemente, eles decidiram que não se queriam incomodar afinal de contas e ficámos agarrados a um motor turbo de quatro cilindros”, é citado Newey naquele site, elogiando de seguida a arquitetura dos V6 pela sua vantagens práticas.
“Depois podemos entrar nas questões políticas de tudo isto. Certamente que de um ponto de vista de engenharia um motor de quatro cilindros turbo não é um bom motor para instalar; basicamente, tem-se que se colocá-lo numa estrutura de raíz, já que não servem como estruturas próprias. Um V6 de competição é um motor muito melhor para acomodar no chassis. Será esse o motor de 2014”, acrescenta o britânico, que muitos apontam como o mago por trás da competitividade dos Red Bull nestes últimos três anos.
Questão ainda em debate é a do limite de rotações por minuto. Com o anterior plano de motores 1.6 litros de quatro cilindros, as rotações não poderiam superar as 12 000 rpm, mas segundo Newey essa regulação ainda se encontra em discussão com a possibilidade de aumentar o limite de rotações para melhorar a sonoridade, apontando para valores “em torno das 14 000 ou 16 000 rpm”.











