O Nissan Juke híbrido é um grande passo da marca japonesa, que dotou o popular modelo de ainda mais e melhores atributos. É verdade que ficou bem mais caro, mas não é preciso fazer muitas contas para perceber se vale a pena a diferença. Em termos globais, sim, vale, embora haja casos em que as ‘contas’ são mais à justa. Nesses casos, o que o Juke melhor globalmente, como automóvel, provavelmente convence a maioria.
Assim de repente, o que melhora em termos de comportamento, dinâmica e condução, aliado ao consumo bem interessante, este primeiro Juke eletrificado é pouco menos que perfeito para ser conduzido na cidade.
Quando há década e meia o ousado Qashqai foi um sucesso a todos os níveis, isso deu à Nissan ‘bagagem’ para voltarem a ser ousados. Foi o que fizeram com o Juke, no segmento B.
Não desenvolveram uma simples réplica, mas sim uma completamente nova proposta.
Em 13 anos, o sucesso é claro, e num segmento de mercado altamente concorrencial, o Juke encontrou o seu caminho, e apesar de não ter sido tão impactante quanto o tinha sido o Qashqai, foi bem sucedido pois nesse segmento não existia algo com um design tão arrojado e distinto.
Percebemos que por vezes as marcas tenham receio de arriscar, mas quando se acerta, o sucesso é sempre maior. Foi o caso do Juke como já tinha sido do Qashqai.
Esta última geração do Juke continua a manter muitos dos atributos que definiram o seu antecessor, e agora esta nova motorização híbrida traz mais prazer de condução e essencialmente eficiência.
A caixa de velocidades multimodal é um excelente ajuda ao prazer de condução, se andarmos muito por percursos urbanos, o consumo do Juke dá-nos um sorriso de orelha a orelha, e apesar de não se chegar “até aos 80% de condução VE em ambientes urbanos” que a Nissan refere, a redução do consumo de combustível a que estávamos habituados com as versões somente de combustão é muito grande.
O Juke híbrido foi nosso parceiro no trânsito urbanos da cidade do Porto, em visita aos pontos turísticos mais relevantes da zona, e posso dizer-vos que foi um grande amigo a todos os níveis. Arranca sempre em modo 100% elétrico, é muito ágil em cidade e ‘safa-se’ bastante bem nas estradas sinuosas que circundam o Rio Douro e no regresso a Lisboa, a um ritmo normal, nem alto nem baixo, não só nos devolveu sempre uma condução muito agradável em todas as circunstâncias, como o consumo se quedou por valores muito simpáticos.
































