Diretor Técnico da Hyundai na Europa diz que os entusiastas da condução rapidamente serão conquistados pelas novas tecnologias dos desportivos elétricos.
São cada vez menos os automóveis novos comercializados com caixa manual. Independentemente do segmento ou patamar de preço, as transmissões automáticas convencionais, as mais evoluídas com configuração de dupla embraiagem ou até as do tipo CVT – normalmente associadas aos propulsores híbridos – têm vindo a ganhar terreno. E isto para não falar dos automóveis elétricos, cuja maior parte prescinde totalmente de uma caixa de velocidades convencional.
E neste tema, o do “desaparecimento da caixa manual”, Tyrone Johnson, responsável máximo pelo Centro Técnico da Hyundai na Europa, é muito direto: já ninguém as quer. Johnson defende o seu ponto de vista com modelos como o Ioniq 5 N, cuja motorização elétrica, por exemplo, simula a presença de uma transmissão de dupla embraiagem atuada através de patilhas no volante.
Em declarações à publicação britânica Car Magazine, o diretor técnico reconhece que muitos “petrolheads” estão relutantes em fazer a transição para um desportivo elétrico, mas que eventualmente irão ceder à tecnologia e à sua eficácia e eficiência. “Já ninguém quer caixas de velocidades manuais e um travão de estacionamento manual, nem tão pouco instrumentos analógicos. Os nossos automóveis a combustão e os veículos elétricos têm interfaces muito semelhantes”, refere.
Existirão, obviamente, exceções, mas a verdade é que, independentemente das preferências de cada um, são efetivamente cada vez menos os fabricantes de automóveis a disponibilizarem transmissões manuais nas gamas dos seus modelos, pelo que os condutores são quase “obrigados” a seguir a tendência. Um caso bem real de inversão de papéis, em que a outrora opcional caixa automática roubou o protagonismo à agora “pouco opcional” transmissão manual.
Por João Isaac










LOLOL Tratem-se… É ver a Porsche a regressar às caixas manuais, por exemplo…
Pois!
E sim, existem exceções: Eu!
P’ra mim, a caixa manual faz parte do prazer de CONDUZIR e no meu carro já agora, só me faz falta o travão de mão…
… e ainda: prefiro rodar uma manivela p’ra baixar os vidros!!
(Mais fiavel…)
Uma boa caixa de dupla embraiagem, em modo manual (eu preferia o sistema antigo de mudar na manete para a frente/trás, mais intuitivo do que as patilhas) bate qualquer caixa manual. Sad but true, como diriam os Metallica. As más dual clutch (também há) e principalmente as CVT, são boas para quem não gosta de conduzir. O que respeito, claro.
Esqueci-me de acrecentar: não me tirem o travão de mão manual, sff.
Pode não sera maioria, mas afirmar que ninguem quer, é um bocado redutor. A Porsche lança series especiais manuais e vende todos , o mais barato Mazda MX5 é conhecido pelo prazer de conduzir e tem caixa manual, o Toyota GR86 também, até a Koenigsegg lançou o CC850, que não é bem uma caiza manual, mas algo similar e muito sofisticado, também todos vendidos. Por isso, sim, existe quem gosta e quer (já se perdeu o travão de mão…), como a Hyundai deixou cair os “N” ICE, tem que defender a dama, ao vivo o Ioniq N é giro e… Ler mais »
Ainda no outro dia, em família, estávamos a falar sobre caixa manual e automática e num universo de 10 pessoas na conversa, 9 escolhiam ainda caixa manual.
Pois… aliás penso é que os fabricantes estão cada vez mais desconectados com os consumidores; e a minha idade não tem nada a haver com o que digo… penso eu!!