O que há muito se esperava, aconteceu. O acordo de aquisição da Opel pelo Grupo PSA foi hoje anunciado. Este é um passo importante para o grupo francês que espera assim reforçar o seu papel no mercado, como explica o seu presidente, Carlos Tavares: “Estamos entusiasmados por nos juntarmos à Opel, para criar a segunda maior empresa automóvel europeia, de forma a melhorarmos a nossa base para um crescimento lucrativo a nível mundial. Queremos criar um grupo automóvel campeão a partir da junção de uma empresa francesa e uma empresa alemã.” Um negócio que significa o nascimento do segunda maior construtor automóvel europeu. Olhando para os números, falamos de uma quota de mercado de 17% e receitas de 17,7 milhões de euros no último ano.
Desta feita, esta união tem tudo para potenciar ainda mais ambas as marcas, como explica: “Toda a gente poderá atingir o ponto máximo em termos de eficácia e conforme formos progredindo para esse nível de eficiência, não precisaremos de encerrar fábricas.” Carlos Tavares alerta também para o facto de os acordos vigentes virem a ser respeitados: “Qualquer acordo existente na empresa Opel/Vauxhall, especialmente todos os acordos com os sindicatos, serão respeitados. Isto não é um tática,. É uma questão de ética. Se existe um acordo nós respeita-mo-lo”, finalizou.













Um Português, de excepcional valia, a liderar uma aquisição histórica na indústria automóvel europeia e mundial.
Com a experiência adquirida como nº2 de Carlos Ghosn na Renault-Nissan, é seguro que Carlos Tavares saberá muito bem o que fazer com todas as sinergias que tem agora ao seu dispor no novo grupo PSA-Opel.
O mundo do avesso! A indústria automóvel francesa, que chegou a ter o mesmo prognóstico da inglesa – ie, desaparecer – agora compra os seus concorrentes. Primeiro a Renault com a Nissan, agora a PSA com a Opel. A 1ª tem diferenças grandes demais (inclusive de actuação geográfica), que lhe permite resultar sem excessivos conflitos; esta parece-me uma aquisição de concorrentes que actuam exactamente nos mesmos mercados e segmentos, será estranho marcas muitos diferentes, com o mesmo dono, a concorrerem ferozmente. (Já agora, deixo uma pergunta: e como será na América do Sul, onde carros da GM de desenho europeu… Ler mais »