BMW Z4 M40i
Texto: José Manuel Costa ([email protected])
Mais desportivo
A primeira geração do Z4 foi um ato mais ou menos falhado, pois tinha uma capota rígida complicada, pesada e que oferecia uma silhueta, como dizer, pouco feliz. Além disso, como sucedeu durante algum tempo com a BMW, mandaram às malvas o ADN e o carro tinha pouca chispa, não era particularmente interessante. O insucesso levou-o à morte prematura e a BMW não estava virada para desenvolver nova geração, que o mercado dos “roadster” estava à míngua e que não havia forma de rentabilizar novo Z4. Até que apareceu a Toyota, ansiosa para encontrar forma de recuperar o Supra, mas não cometendo os erros do GT86.
Ora, a Toyota queria um Supra, mas não tinha a plataforma e nem pensar em gastar uns milhões largos de euros a fazer uma base e a desenvolver um seis cilindros para vender meia dúzia de carros. A BMW não queria embarcar na aventura sozinha, mas tinha a base e o motor de seis cilindros em linha que faz parte do imaginário do Supra.
Juntaram-se as vontades e com os custos partilhados, a Toyota fez regressar o Supra e a BMW lá ofereceu aos clientes a segunda geração do Z4. E para que não chocassem de frente, o Toyota é um coupé, o BMW um roadster, mas por baixo do manto partilham suspensões, plataforma, eletrónica – por isso é que dentro do Supra tudo é semelhante ao Z4 – voltando a divergir no que toca à afinação de base do carro. Porém, são ambos construídos na mesma fábrica, pela Magna Steyer, na Áustria.
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