Liderança cimenta-se em troço marcado por pedras soltas e dificuldades de aderência. Não houve qualquer mudança de posição no top 10
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) alargou para 21,0 segundos a vantagem sobre Hayden Paddon (Hyundai i20 N Rally1) na classificação. O troço ficou marcado pelas dificuldades impostas pela presença de muitas pedras soltas e pelo risco constante de furos. Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) assinou o melhor registo da especial com o tempo de 7:40.6, superando a concorrência e mostrando-se satisfeito com o traçado: “Foi um troço totalmente novo e bastante agradável de conduzir, diverti-me muito. Há muitas rochas soltas no início e é fácil ter um furo. É curto, mas intenso”, afirmou o piloto. Logo atrás ficou Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), com 7:47.9, a 8,4 segundos de Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) que destacou também a exigência do piso: “Estava muito solto e há grandes rochas no início. Foi curto, mas ainda assim intenso. O nosso ritmo estava bom, mas vai melhorar muito com a limpeza”, explicou o piloto belga.
A apenas duas décimas de Ogier ficou Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), com 7:48.1, num grupo de concorrentes que esperava pela chegada de chuva que acabou por não se concretizar durante a manhã: “Ainda continua sem chuva. É a minha sorte este fim de semana, ao que parece. Estou apenas a tentar ir com calma e a tomar conta do que tenho. Há muitas mudanças de aderência e muitas rochas soltas, por isso é fácil ter um furo”, referiu. O líder da prova, Sami Pajari, por sua vez, optou por uma toada cautelosa para evitar os perigos do traçado, terminando em 7:50.0: “Há imensas pedras por todo o lado e decidi não correr o risco. Talvez um pouco demais. Estou a tentar fazer o melhor que podemos e a gerir, mas aquilo foi um pouco excessivo a precaver”, justificou.
Problemas mecânicos e incidentes no troço
A especial registou diversos percalços ao longo do percurso. Hayden Paddon completou o troço em 7:54.9, cedendo 14,3 segundos para a marca de referência de Fourmaux, num momento condicionado por um susto a bordo: “Foi realmente complicado. Tivemos um alarme de furo na segunda curva, mas era falso, pois desapareceu passado um bocado”, relatou o piloto da Hyundai, cujo carro acusou um aviso que acabou por se dissipar.
Thierry Neuville debateu-se com limitações de controlo e com problemas físicos remanescentes. O piloto da Hyundai registou 7:56.3, batendo Takamoto Katsuta mas fazendo um troço de gestão, penalizado por um incidente.
“Meio pião lá pelo meio. Simplesmente não consigo controlar a traseira em curvas apertadas. Também dei uma pancada no pescoço na especial, que ainda se arrasta desde a Power Stage da Finlândia. Super doloroso para mim nos últimos quilómetros”, confessou.
Neuville protagonizou ainda uma breve paragem ao quilómetro 2,8, depois de ter passado por uma situação idêntica à de Takamoto Katsuta, que sofreu um pequeno pião ao quilómetro 4 e assinou o tempo de 8:05.2.
“Estava muito escorregadio em alguns sítios e com muitas pedras soltas. Há algumas surpresas. Tivemos um pião, perdemos a traseira, nada de especial», comentou o piloto da Toyota.
Entre os restantes concorrentes, Elfyn Evans completou o percurso em 7:52.6, ficando a 4,7 segundos de Ogier, queixando-se da falta de aderência: “Está muito escorregadio. Há muito menos aderência do que na primeira especial. Pus uns pneus mais velhos atrás, por isso pensávamos que essa era a razão, mas acho que o troço tem mesmo pouca aderência”, avaliou.
Josh McErlean teve também uma situação delicada perto do final, registando um tempo de 7:58.4: “É tão difícil manter a frente na trajetória. Fui apanhado de surpresa e deslizamos de lado. Não creio que haja dramas, mas perdi um bocadinho ali”, concluiu.











