Franco Colapinto alertou que a Aston Martin se tornou “muito mais rápida” do que a Alpine nas curvas, numa altura em que a equipa sediada em Silverstone recupera de um início complicado na nova era da Fórmula 1. A avaliação surge após o Grande Prémio da Hungria, onde os carros da Aston Martin, apesar de mais lentos em reta, mostraram um desempenho notável em zonas de curvas.
Colapinto, que passou grande parte da corrida a perseguir os monolugares da equipa de Silverstone, destacou o desempenho da Aston Martin nas curvas, considerando que isso demonstra o potencial da equipa para dar um grande passo em frente, especialmente com as próximas atualizações previstas para Zandvoort, onde a Honda irá também introduzir uma atualização substancial da unidade motriz.
“Parecem realmente fortes nas curvas” disse o piloto da Alpine. “Nas retas são realmente lentos e perdem muito tempo por volta, mas nas curvas são definitivamente muito mais rápidos do que nós. Isso mostra que podemos dar um grande passo, e esperemos que, com as nossas atualizações em Zandvoort, venha um grande passo.”
Apesar destas observações, Colapinto mostrou-se bastante insatisfeito com a sua própria corrida no Hungaroring, onde terminou em 15.º lugar, tendo partido da 13.ª posição na grelha. O argentino admitiu ter enfrentado dificuldades significativas de ritmo ao longo da corrida, sem conseguir recuperar mesmo após a troca de pneus, e manifestou intenção de compreender as causas do problema de equilíbrio sentido no carro.
“Penso que foi uma tarde realmente complicada. Em geral, faltou-nos muito ritmo. Depois das primeiras voltas, comecei a ter mesmo dificuldades com o carro, e depois disso, nunca recuperei verdadeiramente; mesmo com os pneus novos, continuámos muito longe do ritmo e muito lentos. Penso que precisamos de perceber porquê. Talvez, não sei, algum dano, algo aconteceu, porque foi bastante estranho. Aderência que tinha era muito, muito fraca, por isso penso que precisamos de analisar isso e perceber um pouco melhor.”
Foto: MPSA









