Fernando Alonso mostrou-se animado depois de testar pela primeira vez as atualizações da Aston Martin durante os treinos livres de sexta-feira do Grande Prémio da Hungria, descrevendo o renovado AMR26 como “muito melhor” no geral. A Aston Martin introduziu 16 alterações ao carro este fim de semana, com o Diretor de Equipa e projetista Adrian Newey a definir como “objetivo imediato” alcançar o respeito, num contexto de início de época difícil para a equipa em 2026.
Enquanto Lance Stroll ficou impedido de participar devido a um aparente problema de suspensão no TL1, que o afastou também do TL2, houve sinais mais encorajadores para Alonso, que terminou a sessão inaugural do dia em 13.º lugar. O espanhol desceu ao 19.º posto na segunda sessão de treinos livres, tendo perdido o seu melhor tempo de volta devido a uma infração aos limites de pista, o que deixou o bicampeão do Mundo otimista quanto à possibilidade de a Aston Martin causar melhor impressão na Qualificação.
O piloto destacou também que o que mais o agradou nas atualizações foi a correlação entre o que a equipa esperava do novo pacote e o que efetivamente se traduziu em pista, algo que considera essencial também para o projeto do próximo ano. Alonso referiu ainda notar um ambiente positivo na equipa neste momento.
“Foi como esperado” disse o espanhol. “Penso que foi complicado por causa da bandeira vermelha e de algum trânsito para maximizar as voltas, portanto talvez haja ainda um pouco mais a explorar do nosso lado, mas talvez seja o mesmo para todos. Vamos ver amanhã. Concentrámo-nos em testar as novas peças e em tentar perceber a direção de afinações, que talvez possa ser muito diferente daquilo que costumávamos usar nos últimos eventos. Por isso, penso que há mais potencial para explorar, esperemos, esta noite e amanhã na Qualificação.”
Questionado sobre se o carro estava melhor, a resposta foi positiva:
“Sim, sim. Estava muito melhor, muito melhor. Sinto o carro mais colado ao chão, mais fácil de conduzir até certo ponto, quando se está no controlo da aderência nas curvas. Um carro mais previsível e mais fácil, mas ainda há um longo caminho a percorrer para nós, e obviamente este é apenas o primeiro passo. Precisamos de encontrar mais desempenho tanto ao nível do chassis como também do motor agora — Zandvoort vai ser um bom teste para nós com o novo motor. Passo a passo, mas definitivamente na direção certa. É mais ou menos o que esperávamos, o que é o mais encorajador. Aquilo que pensávamos que o novo pacote iria fazer ao carro, isso traduziu-se efetivamente em pista, e esse tipo de correlação é o que precisamos também para o projeto do próximo ano.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA








